Oficina das letras

Vitrine Literária / 06/06/2018 - 00h01

Na primeira administração de Luiz Tadeu Leite, no ano de 1983, o Secretário Municipal de Cultura o poeta Ildeu Lopes de Jesus (Braúna) teve a ideia de criar o Grupo Oficina das Letras. Era um consórcio literário com o objetivo de lançar, a cada dois meses, um livro. Para execução do projeto foi convidado o escritor Dário Teixeira Cotrim para organizar e gerenciar a cooperativa de quinze associados, que esteve formado com a participação dos seguintes membros: Amelina Chaves (Jagunços e Coronéis), Antônio Felix da Silva (Empatia), Carlos Alberto Alves Pereira, Castelar de Carvalho Leite (Razões para Viver), Dário Teixeira Cotrim (Guanambi - aspectos históricos e genealógicos), Denise Magalhães (Corpus), Dorislene Araújo (Dança das Palavras), Ildeu Braúna (Catrumano), José Catarino Rodrigues (Sonhos de Algodão), Lúcia Nunes (Flor Cigana), Marijô (Respingos), Maurílio Arruda (Passaporte de Vida) e Waldir de Pinho Veloso (Farnô - Coniína e Balcão). Foi um sucesso absoluto, pois o Grupo “Oficina das Letras” veio ocupar um espaço vazio, incentivando atividades artísticas, promovendo e resgatando as tradições culturais da cidade.

No ano de 2009, novamente o prefeito Luiz Tadeu Leite, ainda sob a batuta de Ildeu Lopes de Jesus, foi organizado o segundo grupo do Consórcio “Oficina das Letras”. Desta vez teve o apoio cultural da Academia Montes-clarense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros com mais quinze lançamentos de livros. Amelina Chaves (O Rancho da Lua), Clarice Sarmento (Sabenças e Crenças no Norte de Minas), Dário Teixeira Cotrim (O Poeta das Evas), Dóris Araújo (Canção do Amanhã), Expedito Veloso Barbosa (Crônicas Norte-Mineiras), Ildeu Braúna (Cururuaçu), Júlia Maria Lima Cotrim (Caminho das Letras), Juvenal Caldeira Durães (Sítio Azedo), Karla Celene Campos (Bares nunca Fecham), Luiz Carlos Novais (Sapo na Muda), Maria da Glória Caxito Mameluque (90 Crônicas Selecionadas), Maria de Lourdes Chaves, Roberto Carlos Morais Santiago, Ruth Tupinambá Graça (Montes Claros: Eterna Lembrança), Wanderlino Arruda (Construtores do Progresso).

Várias tentativas foram realizadas para implantar o mesmo projeto em outras gestões municipais, mas sem nenhum sucesso à vista. Faltavam o interesse e o comprometimento dos participantes. Na verdade, é preciso credibilidade para sustentar projeto de tamanha envergadura, principalmente na área literária, onde os recursos são insignificantes e os seus membros são obrigados a arcar com todas as despesas. Por outro lado, a figura propulsora do projeto deve ter o mínimo de rejeição por parte de seus membros, uma condição sine qua non para alcançar o sucesso esperado. Em outras esferas existem as antologias, que é um único volume com a participação de vários escritores. Produzimos uma dezena delas. Neste caso, o poeta iniciante tem a sua oportunidade de publicar juntamente com os autores já consagrados. Quiçá um dia voltaremos com semelhante projeto, até mesmo para cultuar a memória do saudoso poeta Ildeu Braúna.

 

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