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Vitrine Literária / 03/04/2018 - 18h06
1. Poeta Beto Veloso, como foi viver o personagem Betto no filme “O Pecado da Maçã”? Interpretar a mim mesmo! Quebrar o tabu do sexo como pecado, como prática na terceira idade tida como inviável: concepção secular da velhice como etapa em que se aguarda o fim da vida e se prepara para a morte. Velho tem é de rezar e não pensar em sexo. Brincadeira isso! 
 
2. O que levou você a escrever esta história? O sentimento de culpa deixado pela prática da sexualidade fora do casamento com minha doce amada: Claret Trezena, vendedora de artesanato no Mercado Municipal, lá começou o romance. Fomos libertos do jugo dogmático que exclui-nos da Santa Ceia como casal de segunda união. O filme nasce da necessidade de contar esta história para o mundo! 
 
3. Como aconteceu a produção do filme? Teve algum tipo de financiamento? Não. É o cinema guerrilha de baixo custo ou nenhum. Esperamos que para ano que vem possamos contar com as políticas públicas culturais... Alexandre Naval não só ensina a fazer roteiro, como filma de graça, mas isso precisa mudar!
 
4. Este “mundo” retratado no filme existe de fato? Marcelo da Luz, autor do livro: “Onde a Religião Termina”? diz, quando o discurso religioso impositivo e autoritário apelam para as falácias, erros argumentativos, seguindo a máxima, os fins justificam os meios, vale tudo se o intuito é salvar almas, criam dependências com códigos disciplinares que apequenam o ser humano. Atinge milhões de casais de segunda união em todo mundo, portadores de transtornos psicológicos e de consciências causados pelos males da religião. Alexandre Naval assevera: “O Pecado da Maçã” é um filme belo, transcendente porque valoriza o homem.  
 
5. Como espera que a sociedade montes-clarense receba o filme? Não como afronta às religiões, mas como um desejo de estimular o pensamento e derrubar preconceito. 
 
6. Que tipo de contribuição o filme para traz para o Norte de Minas? De que pessoas assistindo ao filme possam libertar do peso da consciência e possam praticar o sexo como divino, santo e prazeroso, como uma genialidade do Criador. 
 
7. O filme pode ser usado como ferramenta de reflexão sobre os assuntos que aborda? Como? Aprofundar o senso crítico com a plateia, contando com a valiosa colaboração da psicologia, sexologia e filosofia... 
 
8. O que tem este filme dos outros que participou? Contribui no sentido de que o papa Francisco possa dar uma resposta para os casais de segunda união. 
 
9. Existe a possibilidade de uma exibição aberta? Enviando para festivais no país e no exterior, para todos os bairros de Montes Claros, para a região norte-mineira. 
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