A Arte Rupestre

Vitrine Literária / 28/03/2018 - 00h04

“A Arte Rupestre na pré-história do médio São Francisco”. Este é o meu livro de número 50. Ainda, em fase de correção, será lançado neste primeiro semestre. Tudo começou quando eu visitava as grutas e as cavernas do Norte de Minas, nos anos de 1997 a 2001. Fui fazendo as anotações, conversando com pessoas na zona rural e pesquisando em livros raros sobre tudo que se falava das sinalizações rupestres da região. Com o tempo, abastado de informações, iniciava os registros em um “caderno de anotações”. Era, por assim dizer, o nascedouro de um novo livro. O leitor, certamente no uso de presumir, poderá ler-me e impunemente deixar a leitura por falta de fortes emoções. Mal que de mim lhe vá, somente conhecimentos históricos e nada mais. Nada mais de fortes emoções!

Por outro lado, lhe asseguro que não creio, é verdade, que o assunto não seja de grande interesse. Portanto, é mister que se acrescente agora a riqueza natural que existe em nossas serras, rios, grutas, cavernas, de indícios dos homem primitivo, esperando o momento exato para os estudos necessários. As explorações já realizadas, e as novas expedições no sentido de desvendar mistérios de um povo primitivo, são salutares para o entendimento das pessoas.

Para individualizar, quanto me seja possível, as minhas breves convicções de pesquisador, permita-me ainda declarar alguns pontos deste despretensioso trabalho de resgate histórico: trata-se, pois, de uma coleta de informações realizadas nos lugares mais íngremes; também do meu gênio de entusiasta arraigado pelas coisas do passado e, finalmente, a certeza adquirida de fazer acontecer. Se este modo não é o mais discreto, é incomparavelmente o mais nobre de todos. Entretanto, confesso que sempre fui um apaixonado por tudo isto. Pode-se dizer que este livro é a realização de uma criança na sua irrequietude; determinada, bisbilhoteira e, em alguns momentos, inconsequentes com as suas atitudes imediatas do bem fazer!

O que é certo é que o livro “A Arte Rupestre na pré-história do médio São Francisco” está pronto. Completa agora cinco dezenas de minhas publicações, um fato inédito em nosso meio literário. Às vezes ouço dizer que a quantidade não é uma qualidade de fato! É verdade! Mas, sempre procurei fazer algo com o máximo de responsabilidade, utilizando de muitos estudos, de incansáveis pesquisas, viagens in loco e, acima de tudo, força de vontade e determinação.

O livro tem o apoio do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. Tem, também, a qualidade inquestionável da Editora Gráfica Millennium. E há ainda o número 50 no seu registro, que foi reservado para festejar o meio século de minha residência na cidade. Não é livro científico, apenas um ajuntamento de conhecimento.

 

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