Setembro Amarelo: um alerta a favor da vida

Raquel Muniz / 13/09/2017 - 05h56

Creio que dentre as diversas maneiras de se conquistar a felicidade, a prática da solidariedade e a valorização da simplicidade estão entre as principais. Muitas vezes ocupamos nosso tempo com situações irrelevantes e acabamos nos esquecendo do real sentido da vida: a paz, a alegria e o amor ao próximo. Parece que vivemos uma overdose de informações e compromissos todos os dias, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde quase tudo é feito às pressas. E para ontem.
Não raras vezes, a frustração, o desânimo e a decepção surgem como consequência dessa dinâmica toda e um grupo enorme de pessoas, levado pelo desespero, dá cabo da sua própria vida. Cometem suicídio e não matam apenas os seus sonhos, mas também o de suas famílias.

A Associação Internacional de Prevenção do Suicídio criou, em 2014, a campanha Setembro Amarelo e estabeleceu o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. A meta é diminuir em 10% a taxa mundial até 2020. A criação da campanha pode ser uma estratégia importantíssima para conscientizar milhões de pessoas sobre essa realidade e suas formas de prevenção.

Aqui no Brasil, a iniciativa foi protagonizada pelo Centro de Valorização da Vida - CVV, Conselho Federal de Medicina - CFM e Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. O CVV tem uma expertise no tema há muito tempo. Desde 1962, a instituição atua gratuitamente nessa temática, é considerada uma das principais mobilizadoras do Setembro Amarelo e conta com o apoio da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio e de outros órgãos internacionais que atuam na causa.

Em 2015, por exemplo, vários monumentos brasileiros foram iluminados de amarelo para chamar a atenção da população, como foi o caso do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; do Congresso Nacional e da ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília; do estádio Beira Rio, em Porto Alegre; da Catedral e do Paço Municipal de Fortaleza/CE; da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna; e do Palácio Campo das Princesas, em Recife. Também foram feitas ações de rua, como caminhadas, passeios ciclísticos e orientações em locais públicos em várias cidades.

Atualmente, o suicídio é considerado um caso de saúde pública. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos diariamente, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de cânceres. Esse, sem dúvida alguma, tem sido um mal silencioso que afeta milhares de lares.

Segundo a OMS, nove em cada dez casos poderiam ser evitados. Uma maneira muito simples de reduzir essa estatística estaria na possibilidade de as pessoas interagirem mais e abandonarem práticas cotidianas que favoreçam a solidão e a autossuficiência. Se você estiver com algum desses sintomas, não hesite. Procure ajuda!

Viver de bem com a vida é uma escolha e totalmente possível. Compartilhe, comunique-se, seja solidário e faça acontecer!

 

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