Novela Pacuí

Preto no Branco / 28/09/2017 - 03h56

Deputados, Prefeitos, vereadores e lideranças que participaram na terça-feira de audiência na assembleia Legislativa para discutir a implantação de adutora no rio Pacuí para abastecer Montes Claros, criticaram a ausência de representantes do governo do Estado e, principalmente, da presidente da Copasa, Sinara Meirelles, que até hoje não participou de nenhuma discussão sobre o assunto. A empresa foi representada pelo técnico Alex Mauro de Souza. Além dos prefeitos e vereadores de cidades banhadas pelo rio, participaram ambientalistas, representante do Igam e os deputados Gil Pereira (autor da audiência), Carlos Pimenta e Arlen Santiago.
 
Propostas
Nas próximas colunas falaremos mais sobre a audiência da assembleia Legislativa e o impasse criado em torno da implantação da adutora no rio Pacuí. O certo é que nenhuma sugestão foi adiante, porque a Copasa já bateu o martelo sobre o assunto e, na audiência, o técnico representante da Companhia não tinha autonomia para aceitar, ou não, as propostas.
 
Virgílio Guimarães
O ex-deputado federal, Virgílio Guimarães (PT), que resolveu aceitar disputar uma vaga na Assembleia Legislativa, desde a semana passada vem percorrendo a região acompanhado do deputado Paulo Guedes (PT), que em 2018 disputa uma vaga na Câmara Federal. Virgílio foi visto participando de atividades festivas na região de São João da Ponte e Januária. Aliás, até agora ninguém ficou convencido da justificativa do seu filho, Gabriel Guimarães, de desistir da reeleição para cuidar de seus negócios.
 
Candidatura de Leninha
Em Montes Claros, dentro do PT não existe um entendimento geral para que o partido apoie a dobradinha Paulo Guedes e Virgílio Guimarães. A professora Leninha, que foi candidata a prefeita em 2016 e obteve 19,13% dos votos (36 mil votos), já avisou que não abre-mão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Pelo menos a principio conta com o apoio da maioria da cúpula petista na cidade. Aliás, Leninha sabe que a sobrevivência do político depende do exercício das urnas. Se não sair agora, perde o foco para o pleito de 2020.
 
Candidatura avulsa
O Supremo Tribunal Federal marcou para o próximo dia 4 o julgamento de ação que permite o direito de candidatar em qualquer cargo em 2018 sem estar filiado a partido. Em Aparecida de Goiânia, a Justiça eleitoral já havia tomado decisão favorável. Mesmo não sendo operador do direito, sabemos que o STF estaria prestando um desserviço se aprovar a proposta sem apresentar critérios. Como exemplo, corremos o risco de, numa eleição para prefeito, ou mesmo governador, alguém articular a apresentação de 20 candidatos somente para atrapalhar ou complicar o processo.

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