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Preto no Branco / 17/04/2018 - 06h45

Nem de longe, as pesquisas de intenção de voto realizadas por este Brasil afora mostram a voz das ruas. O alto índice de indecisos tornou o processo totalmente imprevisível, não permitindo nenhuma segurança no prognóstico. Com o ex-presidente Lula fora do processo, a incerteza tomou conta não só na disputa presidencial, como também para os governos dos Estados.

Justiça Eleitoral
Como a punição pelo crime de antecipação de campanha é de apenas multa insignificante para quem o pratica, tem sido comum candidatos atropelarem a lei, porque não dizer, desmoralizando e desrespeitando os tribunais regionais eleitorais, bem como o próprio TSE. A data de início oficial do período permitido a propaganda eleitoral nas ruas e na internet é 16 de agosto, mas, na prática, todas as campanhas já foram colocadas, com direito a pedir voto de forma descarada.

PR e MDB
Para confundir ainda mais os analistas políticos, depois do encontro do PC do B com o MDB, agora é a vez da divulgação de encontro do MDB com o PR para debater a sucessão em Minas. Nos dois casos, a notícia da movimentação é uma consequência do resultado do anúncio do nome da ex-presidente Dilma Rousseff como pré-candidata ao Senado pelo PT, sem discutir com os chamados partidos aliados. Ainda é cedo para fazer qualquer prognóstico, mas não precisa ter bola de cristal para afirmar que o PT deve rever seu posicionamento, já que não conseguirá sobreviver sem os principais aliados e em especial o MDB.

Candidato único
O que o leitor está querendo saber é se a transferência do domicílio eleitoral da presidente Dilma Rousseff para ser candidata ao Senado por Minas seria o único motivo do descontentamento geral na base de Pimentel. A verdade é que o acordo que vinha sendo costurado entre o PT e a ala do MDB, ligada ao presidente da Assembleia, Adalclever Lopes, e de que ele seria o único candidato ao Senado do grupo. Isto garantiria maior chance de ocupar uma das duas cadeiras a que terá direito o Estado. Com Dilma na parada, o PT não só concentrará “os cartuchos na candidata petista, como também tentará colar a imagem Dilma/Lula na campanha.

Dilma federal
Conversei com integrantes de vários partidos da base de apoio ao governo de Fernando Pimentel. Todos são de opinião que a única saída para baixar a poeira é a ex-presidente Dilma aceitar disputar uma cadeira na Câmara Federal, o que poderia inclusive ajudar os outros candidatos. Um emedebista chegou a comentar: “O presidente da Assembleia de Minas foi tão leal ao governador Pimentel que o MDB é que deveria ter o direito a escolher o lugar na chapa”.

Bocaiuva
Sem combinar com o eleitor, o ex-prefeito Ricardo Veloso (PSDB) decidiu que não apoiará candidato do Norte de Minas, na disputa por uma cadeira na Assembleia. Acertou apoio ao deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB), de BH. Em troca do apoio Veloso recebeu como recompensa uma vaga no gabinete do parlamentar na Assembleia. 

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