Analisando a eleição

Preto no Branco / 13/02/2018 - 23h59

A todo instante temos recebido questionamentos principalmente em relação a nomes que estarão na disputa majoritária no pleito eleitoral deste ano. No momento, a missão é quase impossível em face de razões jurídicas e pela dificuldade de consolidação de algumas candidaturas. A crise política pela qual passa o país atingiu não somente a classe política, mas os próprios partidos.

Situação do PT
A primeira análise a ser feita é a de que nos últimos 14 anos o PT foi o responsável pela condução da política nacional, sendo decisivo inclusive nas articulações de oposição e situação. De 2005 pra cá, quando o presidente do PTB, Roberto Jefferson, apresentou denúncia contra a sigla, o chamado “Mensalão do PT”, gradativamente o processo começou a sofrer mudanças, o que culminou na Operação Lava Jato. Com isso é possível afirmar que o PT sobreviveu todo este tempo graças à figura do ex-presidente Lula. O problema é que o líder petista impediu o crescimento, ou surgimento, de novas lideranças dentro do partido, temendo perder o trono. Agora a situação não é nada confortável, o PT não tem dentro do seu quadro nome capaz de fazer o partido ressurgir das cinzas.
 
Situação do PSDB
Também mergulhado no “mar de lama” em face da Operação Lava Jato, o PSDB tem uma situação que não é nada diferente da do PT. O então presidente da legenda, senador Aécio Neves, acabou sendo a porta de entrada para que vários dos caciques peessedebistas também fossem envolvidos no maior escândalo da história do país. Só restou como nome viável na disputa presidencial o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em Minas, não está sendo diferente e sobrou para o senador Aécio Neves apenas o poder de interferir na escolha de um nome. No ninho tucano mineiro, apenas o senador Antônio Anastasia apresenta chances reais de êxito.
 
Situação do MDB
Em relação ao PMDB, hoje MDB, o que podemos dizer é que o partido historicamente sempre fez o papel da noiva. Quando assumiu o poder foi em período que o país ficou viúvo. Primeiro com Tancredo Neves (PMDB), onde José Sarney era do PDS, brigou com Maluf, foi para o PMDB e com a morte de Tancredo assumiu. Depois foi Itamar Franco (PMDB), que acabou assumindo a presidência em 1992, depois que Collor renunciou. Hoje, não há nos seus quadros um nome para disputa da presidência da República a não ser o próprio Michel Temer. Em Minas, pelo visto a história caminha para ser reproduzida, onde a agremiação não quer abrir mão de continuar sendo a noiva do PT no processo.

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