Situação difícil

Plenarinho / 01/05/2018 - 00h38

Ninguém pode negar que o senador Aécio Neves vive o seu inferno astral na política. Depois de ter sido transformado em réu no primeiro inquérito de uma série de 7, ele voltou a depor na Polícia Federal. Desta vez é sobre uma delação de Marcelo Odebrecht que afirma ter feito pagamento de propina nas obras da hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia. O senador é investigado em inquérito aberto com base nas delações de executivos da Odebrecht.

Marcelo Odebrecht relatou, em seu acordo de colaboração premiada, que combinou um pagamento de R$ 50 milhões ao senador. Desse total, R$ 30 milhões seriam repassados pela Odebrecht e os outros R$ 20 milhões pela Andrade Gutierrez. As duas empreiteiras integram o consórcio responsável pela construção de Santo Antônio.
 
Defesa
Em nota, o advogado Alberto Zacharias Toron, que defende Aécio, afirmou: “O senador Aécio Neves prestou todos os esclarecimentos solicitados em inquérito que investiga as obras da usina de Santo Antônio, no Estado de Rondônia. Por se tratar de empreendimento conduzido pelo governo federal à época, ao qual o senador e seu partido faziam oposição, não há nada que o vincule às investigações em andamento. Os próprios delatores afirmaram em seus depoimentos que as contribuições feitas às campanhas do PSDB e do senador nunca estiveram vinculadas a qualquer contrapartida.
 
Falha feia
Ninguém ainda entendeu porque o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Adalclever Lopes, aceitou o pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel, que balançou os bastidores políticos. Especialistas alertaram para o uso político do processo de impeachment, principalmente sendo este um ano eleitoral. Para o professor e pesquisador do Centro de Estudos Legislativos da UFMG Thiago Silame, o pedido de impeachment parece ter sido usado como arma do presidente da Assembleia para chantagear o governador Fernando Pimentel e forçá-lo a ceder às exigências do MDB na composição de uma chapa. Os deputados da base, de uma forma geral, “passaram batidos” como se dizia antigamente.
 
As causas
Acreditam também os estudiosos da política mineira que a simples abertura do processo provoca um desgaste nas pretensões eleitorais do petista. “A possibilidade de Dilma candidatar-se ao Senado por Minas jogou um balde de água fria nas pretensões de Adalclever. Então, por isso, acho que ele pode estar usando politicamente o instrumento do impeachment”, disse Thiago Silame. 
 
Central de fofocas
A Câmara Municipal de Montes Claros, que vem se profissionalizando em muitos setores, precisa de uma reciclagem entre os servidores que estão vivendo uma relação de desconforto. É que os corredores viraram uma verdadeira “central de fofocas”, como afirmou para este jornalista um funcionário efetivo de muitos anos de casa. “Sinceramente, nunca convivi com tanta conversa fiada e factoides que colocam um contra os outros”, desabafou

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