Riscos

Plenarinho / 10/05/2018 - 06h00

O governador Fernando Pimentel deve acionar os principais interlocutores para que nas próximas horas comecem a se entender com o presidente da Assembleia de Minas, Adalclever Lopes (MDB), que mostrou as garras e rejeitou o pedido de anular o acatamento do impeachment. Ainda faltam análises do outro pedido e de um novo requerimento pedindo o arquivamento da denúncia apresentado nesta terça. Os prazos da tramitação do impeachment permanecem suspensos. Dessa vez, o próprio Adalclever Lopes apareceu para presidir a sessão. Ele entrou por um período rápido, leu a rejeição do pedido de nulidade apresentado pelo líder do governo, Durval Ângelo (PT), e se retirou. Tadeuzinho Leite , deputado líder da maioria, aumentou a sua responsabilidade nas conversas.
 
Riscos II
É bom ficar claro que o deputado Durval Ângelo , líder do governo, não é visto com simpatia pelos deputados, o mesmo ocorrendo com Rogério Correia (PT). Eles vão precisar argumentar demais para que o outro pedido seja aceito. O pedido foi feito por Correia, que é primeiro secretário da ALMG. A expectativa maior é entre os filiados ao MDB que ocupam cargos no governo. Correm risco de perder o emprego, na próxima semana, como retaliação ao momento atual.
 
Sylo Costa
Combativo e corajoso, o ex-deputado estadual e ex- presidente do Tribunal de Contas de Minas Gerais (TCE) Sylo Costa faleceu em Belo Horizonte aos 81 anos. O corpo de Sylo Costa foi velado ontem na Capela Memorial do Cemitério Parque da Colina, em BH. Sylo destacou-se como autor da lei que criou a Comissão da Sudene e Estímulos Fiscais. Além disso, participou da CPI que apurou a poluição e comércio ilegal de diamantes no Rio Jequitinhonha. Foi ainda relator da CPI que apurou a poluição das águas do Rio São Francisco pela Companhia Mineira de Metais e autor do requerimento que deu origem à mensagem governamental que criou o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha). Costa nasceu em Araçuaí, Vale do Jequitinhonha, em 31 de maio de 1936. Advogado e fazendeiro em Pirapora, no Norte de Minas, e Uberaba, no Triângulo, formou-se em Direito pela Faculdade de Direito do Triângulo Mineiro, em Uberaba, em 1961. Suplente de deputado estadual na 5ª Legislatura (1963-1967), foi eleito seguidamente deputado da 7ª a 10ª Legislaturas, de 1971 a 1987. Pertenceu à UDN e à Arena e depois se filiou ao PDS.
  
Não deu certo
Advogado que já se apresentava como coordenador na região da campanha do ex- ministro do STF Joaquim Barbosa vai ter que partir para outra. Barbosa vinha mantendo suspense sobre a decisão de disputar ou não a Presidência da República. À revelia, o PSB já havia começado a montar uma estrutura de campanha e a procurar partidos para compor a chapa presidencial. Os dirigentes pessebistas avaliaram que era necessário antecipar a organização da legenda, mesmo sem o aval do ex-ministro. Esta não foi a primeira vez que o PSB pressionou Barbosa. Em abril, a bancada da legenda na Câmara divulgou manifesto público cobrando do ex-ministro contribuição para que a sigla possa “revigorar” projeto eleitoral apresentado em 2014, quando o partido teve candidatura própria ao Palácio do Planalto. Por meio das da redes sociais, ele “jogou a toalha” e decidiu sair de cena.

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