Política mineira

Plenarinho / 05/05/2018 - 06h04

A política em Minas nunca foi diferente. Aqui políticos históricos sempre deixaram as águas correrem normalmente para cercá-las antes que virem cachoeira. Um exemplo é o que ocorre entre o PT e o MDB, parceiros em diversas eleições, mas que podem se separar por enquanto. Ao filiar a “gaúcha” Dilma Rousseff em Minas, o Palácio da Liberdade ansiou que ela seria candidata ao Senado federal pelo PT. Mas o presidente da Assembleia, deputado Adalclever Lopes (PMDB), já contava certo com a candidatura ao Senado. Não demorou, o parlamentar saiu alguns minutos de cena, deixou entrar o pedido de impeachment contra Fernando Pimentel, que levou um susto daqueles.
 
Política II
O acatamento do pedido para tirar o governador Fernando Pimentel do governo foi tão intenso nas bases que petistas tradicionais trataram logo de procurar solução para as águas políticas que estavam já saindo pelo “ladrão” da barragem. Mas o jovem deputado Tadeuzinho Leite já entrou em cena, ele que é líder da maioria na Casa Legislativa. Para ele, a aliança entre PT e MDB para a disputa do governo de Minas nas eleições deste ano não é descartada pelos dois partidos. Tadeu Leite (MDB) explicou que na Assembleia a legenda continua na base do governador. Ele afirmou que as prévias demonstraram o desejo de parte da sigla e é preciso confirmar se essa é a intenção de todo o partido, que engloba as bancadas federal e estadual. “A prévia não tem poder decisório. A decisão se teremos ou não candidatura própria _ entendo que teremos _ e qual o nome representará serão conhecidos na convenção, em julho”, declarou.
 
Política III
O jurídico do MDB afirmou que, com base no estatuto do partido, a instância que definiu as prévias é a máxima da legenda. Dessa forma, a sigla somente não teria nome próprio se todos os pré-candidatos desistirem. Na convenção, caberá aos delegados escolherem quem será o concorrente e qual será a coligação. Há hoje três postulantes: o presidente do MDB estadual e vice-governador, Antônio Andrade; o deputado federal Leonardo Quintão; e o presidente da Assembleia, Adalclever Lopes. Por enquanto o PT fica calado e deixa as articulações com Durval Ângelo e Rogério Correia, os dois são considerados inábeis nestas questões.
 
Constrangimento
Quem está passando por mau momento é o PSDB. Alegre com a aceitação do senador Antonio Anastasia à pré-candidatura ao Governo mineiro, o pior vem por aí, ou seja, como é que o senador vai fazer para ficar livre da sombra de Aécio Neves, réu em processo no STF? Todo mundo sabe que o inventor do professor foi Aécio, que o tirou das salas de aulas para o plenário. E agora? 

Apertado...
O governador Pimentel desativou por completo a Cidade Administrativa. Até o vice-governador, Antônio Andrade, teve de ir para uma salinha na sede do BDMG. O vice andou dizendo que não deixaria a sede do poder, somente o faria se o governador o retirasse à força. Mas parece que pensou bem e agora não sabe como vai caber o seu staff na rua da Bahia. É a velha história do vice brigar com o titular, como aconteceu com Tadeu Leite e Cristina Pereira, que chegou à prefeitura e a fechadura da sala estava trocada.

 

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