Política à mineira

Plenarinho / 08/06/2018 - 06h03

Há muitos anos que milito na política do interior de Minas Gerais e tenho o privilégio de reunir alguns dados que me fazem prever algumas situações na política. Agora mesmo com o lançamento de quase 10 candidatos ao governo de Minas nesta fase inicial, podem esperar que teremos no máximo quatro, sendo dois deles com capacidade de vencer o pleito. Em uma semana sobe a cotação do candidato de esquerda, outro de centro direita aparece melhor. Isso sem contar os de centro que esperam pelo desgaste dos adversários para chamar para a composição. Pois bem, nesta semana, quem está com o troféu é o ex-prefeito Márcio Lacerda, de BHTE, que de surpresas apresentou o PDT e o PROS para protagonistas ao lado do PSB. Ainda tem mais.

Política
O presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, esteve como candidatíssimo ao Senado Federal, em composição com o PT. Depois foi para o governo de Minas e, agora, parece que vai tentar a reeleição novamente. O mesmo ocorreu com Dinis Pinheiro, que por mais que se apresenta como governável, já não tem tanto assim a certeza de qual espaço vai ocupar. Na fileira vem Jô Morais, Kalil, Marcos Monte, Ruy Muniz, dentre muitos. Tem muita gente boa.
 
Comando
O governador Fernando Pimentel está vivendo um ‘inferno astral’. Na última semana, facções criminosas colocaram fogo em 50 ônibus pelo triângulo mineiro num desafio sem precedentes. Agora são manifestantes que se concentraram no Praça da Liberdade, onde começaram o protesto. Foram para a porta do Palácio onde começaram a gritar palavras de ordem. Em um determinado momento, o clima esquentou. O grupo começou a pedir a abertura do portão de entrada do local e chegou a forçar a barreira. Pouco tempo depois, as grades foram abertas. 
 
O que querem
Fonte da PM nos informa que grupo tem muitos motivos para este tipo de ação, dentre eles, a reposição das perdas salariais inflacionárias dos últimos quatro anos, o fim do parcelamento dos salários, e exigem o pagamento do salário no 5º dia útil. Os manifestantes acusam desvios no Instituto de Previdência dos Servidores Militares de Minas Gerais e no Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (IPSEMG). O protesto reuniu diferentes corporações, como policiais militares da reserva, bombeiros militares, policiais civil e agentes penitenciários. 
 
Campanhas antecipadas 
Por mais que insistem em dizer que não confundem em defender a classe de campanha política, os deputados, sargento Rodrigues e Cabo Júlio sempre são protagonistas dos movimentos. Agora mesmo negociam com o Palácio em nome de seus eleitores, a PM se divide entre os mesmos, e querem atendimento imediato. Alguns anos atrás este mesmo movimento trouxe recordações terríveis, ou seja, a morte de um cabo da PM que foi alvo de tiros, o que desgastou demais o governo do então gestor Eduardo Azeredo.

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