Copasa

Plenarinho / 03/05/2018 - 01h03

Os vereadores da Câmara de Montes Claros precisam se debruçar sobre o projeto de Concessão dos Serviços de Água e Esgoto de Montes Claros que trata da prorrogação do prazo por 30 anos para a Copasa. Agora mesmo, foi suspensa liminarmente pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) a concorrência promovido pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), em Paracatu, Noroeste de Minas. A licitação tinha como objetivo a execução, com fornecimento parcial de materiais, das obras e serviços de manutenção de esgoto e recomposição de pavimentos da cidade. A decisão do relator, conselheiro Wanderley Ávila, foi referendada pelo conselheiro em exercício, Hamilton Coelho, e pelo conselheiro José Alves Viana. 

Longe de se comemorar
O Dia do Trabalho realmente ficou a desejar e mostra uma realidade. Sindicatos, que antigamente realizavam manifestações em praças e eventos oficiais do governo, ficaram ausentes, numa demonstração de que vivem uma grave “crise existencial”. Em São Paulo, onde faziam sorteio de veículos, apartamentos, dentre outros prêmios, tudo foi reduzido. Aqui em Montes Claros não se viu qualquer manifestação em torno da data.
 
Vendendo e tomando
A Caixa Econômica Federal anuncia um grande Feirão para vender os imóveis disponíveis no mercado, mas tem também o outro lado da moeda, ou seja, quem atrasa mais de 2 prestações tem a moradia tomada pela instituição por meio de leilão. Há um ano e meio a tecnóloga Ana Carolina Hanum, 44, já não sabe mais o que é dormir uma noite tranquila. Ela e o marido compraram o imóvel há cerca de quatro anos e vinham pagando em dia as parcelas de mais ou menos R$ 3.800. Até que ela ficou desempregada e a renda do marido caiu. Nos últimos dias, ela recebeu uma correspondência com uma notificação do cartório com as seguintes opções: “ou quitam toda a dívida em 15 dias ou o apartamento vai a leilão”. “Não desejo essa sensação terrível para ninguém. Já pagamos R$ 210 mil. É o suor de muitos anos de trabalho”, desabafa.
 
Tomando II
Só no primeiro trimestre deste ano a Caixa Econômica Federal tomou de volta 1.089 imóveis em Minas por falta de pagamento, segundo levantamento da Associação dos Mutuários e Moradores de Minas Gerais (AMMMG), o número é 40,8% maior que os 773 tomados no mesmo período de 2017. Ana Carolina procurou a Justiça e pediu a revisão do valor da prestação. “Os advogados fizeram os cálculos e constataram que essa parcela estava abusiva e, em vez de R$ 3.800, eu deveria estar pagando cerca de R$ 1.900”, conta.
 
Tomando III
O presidente da AMMMG, Silvio Saldanha, disse que o banco pode tomar o imóvel a partir de três parcelas em atraso. “Não interessa o tempo que você pagou. Se atrasar três ou mais parcelas, o banco faz a cobrança através do cartório O mutuário recebe uma notificação para pagar em 15 dias. Se a pessoa já está com dificuldade de pagar negociando com o banco, imagina ter que levantar o dinheiro nesse prazo”, destaca

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