Caravana de Lula

Plenarinho / 31/10/2017 - 01h15

Despedindo-se hoje de Minas Gerais, quando realiza comício em Belo Horizonte, o ex-presidente Lula deve estar preocupado com o resultado final de sua expedição política. Sem cobertura dos principais órgãos de imprensa do Brasil, que ignoraram completamente o seu ato, parece que a ausência do povo de uma forma geral das manifestações é prova de nem tudo está como os petistas achavam. O povo está desinteressado.

 
Bate-boca
Quem estava próximo confirma que realmente o bate-boca entre a primeira dama de Minas Gerais, Caroline de Oliveira, mulher de Fernando Pimentel, e o ex-presidente foi constrangedor. Como se sabe ela está denunciada pela Polícia Federal de ter se beneficiado da negociação de R$ 2,8 milhões pagos a sua empresa sem que tenha realizado nenhum serviço. A grana teria sido fruto de propina. Ela cobrava de Lula um maior apoio para sua pessoa e o governador.
 
Cidade Administrativa
O prefeito Humberto Souto, depois de muita rejeição ao processo de implantação da Cidade Administrativa no antigo prédio da fábrica Coteminas, ideia do ex-prefeito Ruy Muniz, recuou e fez outra negociação, mas aceitando a ideia de seu antecessor. Agora é como pagar, ou seja, vai permutar com terrenos da prefeitura localizados em pontos estratégicos da cidade, atingindo um valor aproximado de R$ 48 milhões.
 
Janot aprontou
Conversei com juristas amigos no final de semana e eles demonstravam revolta com uma resolução publicada na reta final da gestão de Rodrigo Janot à frente do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) que permite a promotores e procuradores realizar vistorias, inspeções e diligências, e requisitar informações e documentos de autoridades públicas e privadas sem autorização judicial. As normas são contestadas por entidades de representação de magistrados, advogados e policiais federais por conceder “superpoderes” ao MP na investigação criminal. BRIGA BOA...
 
ALMG está parada
A Assembléia Legislativa está parada há muito tempo. Dezenas de projetos não são colocados para votação e os 77 deputados tentam explicar a inércia. Desde 1º de agosto não houve quórum para nenhuma votação de projetos de lei. São 87 dias de jejum causados pela falta de entendimento entre governistas e parlamentares de oposição. Na fila, aguardam propostas para as áreas econômica, ambiental, da educação, serviço público e questões orçamentárias. Em praticamente três meses foram 36 reuniões encerradas sem votar projetos por falta de quórum. Destas, quatro não tiveram o número mínimo de deputados nem para abrir a sessão, o que significa que havia menos de 26 presentes. De janeiro a setembro, os cofres públicos gastaram com remuneração e custeio dos parlamentares R$ 35.326.923,56. Somente em agosto e setembro, período em que não houve votação, as despesas foram de R$ 7,8 milhões. UMA COISA...

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