Cármen Lucia

Plenarinho / 02/06/2018 - 06h44

A presidente do STF, Ministra Carmem Lúcia, nascida aqui na região do Norte de Minas, em meio a crise provocada pela paralisação de caminhoneiros em rodovias federais de todo o País, além da proliferação de vozes a favor de uma intervenção militar, fez uma defesa contundente da democracia, definida pela magistrada como o “único caminho legítimo”. Para a ministra, em momentos de crise as dificuldades são resolvidas por meio da “aliança dos cidadãos” e a racionalidade de trabalho das instituições.

Vai normalizar
Mesmo com a resistência de muitos infiltrados no movimento dos caminhoneiros existe uma expectativa do governo de que até segunda-feira a normalidade possa voltar em todo o Brasil. É que nas últimas horas, com a pegada mais forte das autoridades e também a adesão de parte da população, o quadro começou a mudar. O saldo realmente é dos mais negativos principalmente depois da morte de um caminhoneiro que foi atingido por uma pedra no Estado de Rondônia.
 
Emergência
Mas, os municípios vão sentir por muito tempo os reflexos da paralisação, tanto que por causa da falta de combustível e do desabastecimento de gás e alimentação, 205 cidades de Minas Gerais decretam situação de emergência ou de calamidade pública, de acordo com um boletim divulgado pela Defesa Civil do Estado. 
 
Má fé
É realmente de assustar a falta de civismo de muitos empresários do setor de combustível em Montes Claros. Foi flagrante a falta de respeito com o publico consumidor, pois alguns postos, conforme denúncias, teriam misturado água com gasolina provocando a parada de muitos automóveis. A PM e o Ministério Público já tem em mãos a relação dos mesmos.
 
Zé Trovão
Apareceu o primeiro herói da paralisação. A imprensa deu espaço para “Zé Trovão”, que se dizia representante dos grevistas e com voz de comando de general de Exército afirmava nos microfones “você que estão abastecendo nos postos de gasolina vão pagar caro por isto, pois não vamos deixar passar carro nenhum mais. Nem com gás, nem água, nem com remédio e oxigênio”. UMA COISA.
  
HC segue normalmente 
Em publicação anterior citamos que os hospitais de Montes Claros tentavam não alterar as rotinas de atendimento, em razão do desabastecimento. A correção se diz respeito ao Hospital das Clínicas Dr. Mário Ribeiro, que seguiu normalmente com os atendimentos, sem modificações, preservando inclusive os procedimentos eletivos.

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