Multas e leis inúteis

Magnus Medeiros / 01/02/2018 - 23h14

Autoridades federais, estaduais e municipais não dão preponderância ao caráter pedagógico das multas e leis inúteis. Multa-se bastante de forma desregrada e irresponsável, abarrotando os cofres públicos com recursos delas provenientes. É a conhecida e famosa “indústria das multas”. Algumas prefeituras terceirizam a atividade no intuito de multar avidamente. Em vez de visar ao interesse público, passa a satisfazer o interesse comercial de empresários, consorciados com o Poder Público. Onde há lucro, pode haver corrupção. Pior do que não ter leis é fazer leis que não serão cumpridas. O jurista francês Jean Cruet, professor da Sorbonne (Universidade de Paris), no início do século XX, já escrevia sobre a “inutilidade das leis”: “Vê-se todos os dias a sociedade reformar a lei; nunca se viu a lei reformar a sociedade”. Vejam alguns exemplos: aplicação de multas a pedestres e ciclistas infratores das regras do Código de Trânsito; projeto de lei que estabelece multa de R$ 500 a R$ 2,6 mil para pedintes que estiverem nos semáforos, no Balneário Camboriú (SC). A dúvida é sobre a capacidade que eles terão de saldar um eventual débito; multa para quem for pego fazendo xixi na rua durante o Carnaval de São Paulo. O mijão-infrator terá que apresentar documento para o auto de multa ser expedido. Caso se recuse, poderá ser levado até uma delegacia. Uma pergunta paira no ar: E essas multas, onde vão parar? Nas cuecas, nas meias? Parece até piada!

Plano para a vida toda
Faça o que é certo, não o que é fácil. O nome disso é ÉTICA. Para realizar coisas grandes, comece pequeno. O nome disso é PLANEJAMENTO. Aprenda a dizer “não”. O nome disso é FOCO. Parou de ventar? Comece a remar. O nome disso é GARRA. Não tenha medo de errar, nem de rir dos seus erros. O nome disso é CRIATIVIDADE. Sua melhor desculpa não pode ser mais forte que seu desejo. O nome disso é VONTADE. Não basta ter iniciado. Também é preciso ter “acabativo”. O nome disso é EFETIVIDADE. Se você acha que o tempo voa, trate de ser o piloto. O nome disso é PRODUTIVIDADE. Desafie-se um pouco mais a cada dia. O nome disso é SUPERAÇÃO. Para todo “Game Over” existe um “Play Again”. O nome disso é VIDA.

Etiqueta
Conselho para noivas. Preste atenção para não se empolgar demais e querer ter tudo ao mesmo tempo. Se o seu vestido já é bordado não precisa (mesmo) exagerar nos acessórios, como colar, coroa, brincos, anéis e pulseiras ao mesmo tempo. A noiva já brilha no dia do casamento, sem precisar usar luzinhas de led para chamar atenção.

Aprendendo
EMINENTE OU IMINENTE? Com os julgamentos transmitidos pela tevê, uma palavra ganhou destaque. A diferença é uma letra, mas ela faz senhora diferença: EMINENTE significa elevado, superior: “O eminente ministro proferiu sentença”. IMINENTE quer dizer prestes a acontecer: “O acordo entre as duas Coreias não parece iminente”. “O diretor está na iminência de renunciar”.

FIGURAS E FATOS

From Carmo do Cajuru
Nossa estimada amiga Petra Eduarda Freitas, juntamente com seu esposo, Aluísio Bernardes Júnior, e seu herdeiro, Bernardo, de Carmo do Cajuru, estão fixando residência em nossa cidade. Aluísio é coordenador de projetos no Novo Nordisk. Que sejam bem vindos!
 
Max-Min Clube
Os associados do campestre Max-Min Clube continuam elogiando a série de obras inauguradas no último mês de dezembro, cognominada de MAX CELEBRA, realizada pela profícua e dinâmica gestão do atual presidente Wagner Batista. Vale o registro.
 
Bolsa Família
O problema é antigo, remontando ao início do programa, lá no governo Lula. O Ministério da Transparência e Controladoria Geral da União identificou quase 346 mil famílias que estariam recebendo o benefício do Bolsa Família tendo renda superior à exigida. Os pagamentos indevidos no Bolsa Família chegariam a R$ 1,3 bilhão em dois anos. Dois e meio por cento dos 13,5 milhões de famílias beneficiárias estão sob suspeita. Em vezes anteriores, o governo cobrou administrativamente a devolução dos rendimentos. Quase ninguém devolveu. Coisas do Brasil!
 
Pena de morte
A violência que grassa por todo o território nacional fez com que uma pesquisa viesse à tona entre a população: a pena de morte, que não é aplicada no país, embora esteja prevista no inciso 47 do artigo 5° da Constituição em período de guerra declarada. A última que o país entrou foi a Segunda Guerra Mundial. Em nove anos, o apoio da população à aplicação da pena de morte no Brasil cresceu, de acordo com uma recente pesquisa Datafolha. Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados se disseram favoráveis à adoção da penalidade capital. E vocês, o que acham?
 
Eleições 2018
As eleições de 2018, segundo analistas políticos, se assemelham até agora a uma verdadeira loteria. E muitos fatos determinantes podem alterar as tendências: julgamento de Lula, decisão do TSE sobre o Fundo Partidário, prévias do PSDB, mudanças de sigla e filiações até abril, recuperação ou não da economia, alianças partidárias, condenações da Lava Jato. O cenário é imprevisível. Quem disser que sabe exatamente o que ocorrerá em outubro é mentiroso ou desinformado.
 
Expomontes 2018
A sempre aguardada Expomontes dá os seus primeiros sinais, anunciando as grandes apresentações musicais para o período de 29 de junho a 8 de julho, no Parque de Exposições João Alencar Athayde, numa realização da Sociedade Rural de Montes Claros e promoção de shows da Cia Promoções. O cardápio musical está dos mais convidativos. Confiram: Simone & Simária, Marília Mendonça, Henrique & Juliano, Luan Santana, Nego do Boréu, Alok, Aviões e Mano Walter, além de shows católicos e Gospel.
 
Terminando
Como diz o ditado árabe: “Acredite em Alá, mas amarre seu camelo”. Acredite nas pessoas, mas não seja um crédulo, muita gente passa anos dormindo com o inimigo. Muito menos pessoas sensatas têm o insano hábito de convidar serpentes para o chá das cinco. No fundo, é ação e reação. Não acaricie um gato em chamas, principalmente se você jogou gasolina nele. No final das contas, gentileza gera, ou deveria, gerar gentileza. No frigir dos ovos cozidos, trate o próximo como gostaria de ser tratado. (Replay da coluna de Paulo Navarro

 

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