Janelas da Matriz no domingo

Magnus Medeiros / 15/12/2017 - 00h00

O Centro Histórico de Montes Claros oferece à população um belo presente de Natal neste domingo: O projeto Janelas da Matriz, a partir das 20h, na Praça da Matriz. A programação é a seguinte: Nas sacadas da Matriz, Canto Lírico sob a regência de Maristela Cardoso; no palco principal, Banda de Música da Polícia Militar e convidados – Concerto de Natal; no sobrado dos Mendes, Luna Escola do Corpo – A história de Papai Noel; no Palácio Episcopal, Seresta Amo-te Muito – Cancioneiro de Natal; e, no Solar dos Sertões, Folias de Reis. De quebra, a feira de arte e artesanato que ali permanecerá a partir das 18h, até o próximo dia 23. Imperdível!

Aprendendo
Advérbios terminados em – MENTE? Xô! Reparou? Há uma praga teimosa na praça. Como quem não quer nada, ela foi avançando e ganhando espaço. Hoje aparece em frases a torto e a direito. Trata-se de advérbios terminados em mente. Cortados, não fazem falta. Melhor: deixam a frase mais leve e elegante. Quer ver? João deve sair (provavelmente) ao meio-dia. Cumpriu a ordem (exatamente) como o diretor determinou. (Atualmente) todo mundo tem celular. A reclamação era (completamente) inoportuna. Disse (exatamente) isso, sem tirar nem pôr. Os clientes odeiam (principalmente) ter de esperar. Viu? Como disse George Simenon: “Corto adjetivos, advérbios e todo tipo de palavra que está lá só para fazer efeito”.

Etiqueta
Nunca deixe seu smartphone sobre a mesa em lugares públicos. Do contrário, você estará mostrando a importância que aquele aparelho tem em sua vida e o pouco que se interessa pelo o que acontece ao seu redor. Além disso, seu interlocutor pode entender que você está só esperando o momento preciso para checar seu perfil no Instagram (por exemplo), para atender uma ligação. Enfim, para terminar aquela conversa, que não é interessante para você. Isso depõe contra você. 

Reflexão
“Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa. Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões, quando necessário. É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir, sem agredir. Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Te ajuda, mas permite que você cresça sozinho. Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não é para agradar. Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia. Gente fina não julga ninguém - tem opinião, apenas. Um novo começo de era, com gente fina, elegante e sincera. O que mais se pode querer? Gente fina, não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa. Não veio ao mundo pra colocar areia no projeto dos outros. Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra. Gente fina é que tinha que virar tendência. Porque, colocando na balança, é quem faz toda a diferença.”

FIGURA E FATOS
Príscilla recebe o prêmio Veja-se

Nossos cumprimentos à competente e dedicada médica Príscilla Miranda que, merecidamente, recebeu no palco do Teatro Santander, em São Paulo, o Prêmio Veja-se na categoria Saúde. A oncologista e apliativista dirige o Hospital Dia Oncovida e fundou a Associação Presente, que acolhe pacientes carentes com câncer em nossa cidade. No seu emocionado pronunciamento, disse: “Esse prêmio dedico a todos os brasileiros que realmente acreditam no país. Eu tenho orgulho de ser brasileira”. O Troféu foi entregue pela endocrinologista Maria Edna de Melo e o urologista Miguel Srougi. Vale o registro.
 
Renovar é preciso
As eleições 2018 já iniciam com sua costumeira efervecência. E, num ano de tantos problemas, de marchas e contramarchas, de escândalos, assaltos ao dinheiro público jamais registrados no país, surge uma nova perspectiva de renovação no quadro político. Sem dúvida, precisamos renovar, mas com ponderação e responsabilidade. Precisamos avaliar quais novos nomes possuem maturidade para o tamanho desafio. O grau de renovação a ser imposto pelo eleitorado ditará os novos caminhos, escolhendo nomes maduros, de credibilidade e que, realmente, mereçam o nosso tão valioso voto, necessários para resgatar a nossa falida democracia, que precisa, tem a necessidade de se mover de verdade. Do jeito que a coisa anda, não pode continuar.
 
Nature Farm: 25 anos
A Nature Farm, que está comemorando seus 25 anos de bons serviços prestados à nossa comunidade, promove logo mais, às 19h30, no Centro de Eventos do Parque de Exposições João Alencar Athayde, a importante palestra “Nutrição Eficiente e Epigenética” com o mestre e doutor em Alimentos e Nutrição pela Unicamp, Luciano Bruno.
 
Novo livro de Ivana Rebello
Ivana Ferrante Rebello, uma das grandes inteligências da terra, está anunciando para o próximo dia 20 deste mês o lançamento do seu novo livro, “O anel que tu me deste – Grande Sertão: Veredas e a História de amor” que virou livro. Às 20h, no Museu Regional do Norte de Minas.
 
Uma triste realidade
Está mais do que provado: o Brasil é useiro e vezeiro em exibir índices negativos. Em 2015, ultrapassou a Rússia, que tem uma população muito menor do que a brasileira, em números absolutos de população carcerária. Já somos o terceiro país que mais prende no mundo. Hoje, o Brasil tem o dobro de presos em relação ao número de vagas. Governos passados, de esquerda, não mudaram essa realidade, com suas políticas de direitos humanos. Os sistema continua a prender negro e pobre. Triste, mais é a verdade nua e crua.
 
Transplante de coração
Cinquenta anos depois do primeiro transplante cardíaco, alguns avanços se somam. Nem tanto da parte cirúrgica em si, que passou, sim, por pequenos ajustes, e mais pelo surgimento de drogas que auxiliam no controle de rejeição do órgão pelo organismo. Em 3 de dezembro de 1967, o cirurgião sul-africano Christiaan Barnard foi o primeiro a fazer bater um coração de uma pessoa (que teve morte cerebral) dentro do peito de outra, ganhando uma corrida mundial. O primeiro paciente de Barnard morreu após 18 dias; bons resultados só vieram no fim da década de 1970, com novas drogas. 
 
Terminando
Da impagável e malvada Duda Sokolowski: “Vai pra balada, pega aquele mulherão, fica mais feliz que pinto no lixo. Depois percebe que ela é desmontável. Peitos e bumbum de silicone, cabelo mega-hair, cílios postiços, olhos são lentes. Ah! E a cara foi cimentada. Corre, pede socorro para São Jorge matar o dragão” (replay da coluna de Paulo Navarro-Jornal O Tempo)

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