Escalonamento dos salários conta-gotas

Magnus Medeiros / 09/02/2018 - 00h25

O escalonamento do salário, cognominado “conta-gotas” dos servidores do governo de Minas, não tem prazo para acabar. A informação foi confirmada pelo secretário de Governo, Odair Cunha. No mesmo dia, o Estado divulgou o calendário de pagamento do funcionalismo referente ao mês de janeiro. Pela primeira vez, o Executivo vai depositar os vencimentos em quatro datas: hoje (salários líquidos até R$ 1.500), dias 16 (até R$ 3.000, integral), dia 23 ( até R$ 6.000 em duas parcelas, 16 e 23) e dia 28 (acima de R$ 6.000, feito nas três últimas datas). Até quando?

Reflexão
“Engana-se quem pensa que o amor morre da noite para o dia. O amor morre aos poucos. O amor vai morrendo nos desafetos, no esquecimento, na falta de diálogo, na falta de carinho. Morre na falta do interesse sobre o outro, morre na falta do cuidado, do ‘bom dia’, ‘dormiu bem?’, ‘só liguei pra dizer que amo você’. Sim, engana-se quem acredita que o amor se mantém de grandes manifestações e acaba esquecendo as pequenas. O amor sobrevive de pequenos gestos, do dia a dia, de gentilezas, de confissões ao pé do ouvido, de demonstrações de afeto no meio do dia. Sim, a grandiosidade do amor se faz de pequenas e gratuitas atitudes. O amor precisa de manter em movimento para se manter vivo” (Gabriel Castro)

Etiqueta
O mais alto nível de falta de civilidade acontece quando alguém fica dando mais atenção ao próprio relógio, smartphone ou notebook do que para a outra pessoa conversando. Por mais que a conversa alcance o nível “pé no saco”, mantenha sua atenção no sujeito que está falando.

Aprendendo
Ruço ou russo? Depende. Ruço: pardacento ou complicado. Russo: natural ou originário da Rússia. A coisa está ruça. O conflito ficou ruço. Os russos adoram vodca. Nos adjetivos pátrios, russo se escreve com hífen. No mais, é tudo coladinho: russo-americano, russo-brasileiro, russomania, russofobia.

FIGURAS E FATOS

Carnaval na Colômbia
A “mulher magia” da nossa sociedade, Marina Queiroz Ribeiro, e a inteligente Maria Ângela Figueiredo Braga, em todo período de Carnaval, afivelam suas malas e vão desfilar em escolas de samba da Cidade Maravilhosa. Neste ano, porém, resolveram partir para uma folia internacional, a de Barranquilla, na Colômbia, considerada um dos melhores carnavais do mundo. No regresso, na certa, contarão muitas novidades da viagem.
 
Carnaval carioca
Na Sapucaí, ingressos encalhados e escolas em crise financeira. Nos blocos de rua, a ameaça da violência, ampliada pelo policiamento deficiente, e o corte de verbas que atrapalha a organização. Jogando contra ambos, um prefeito que não gosta de Carnaval. Vamos aguardar os acontecimentos e torcer para que o grande Carnaval da Cidade Maravilhosa supere todas as mazelas a que foi exposto e dê a volta por cima, apresentando sua magnífica e famosa folia. Que os cidadãos e visitantes do Rio possam tomar as ruas, fazendo um Carnaval de alegre inconformismo, mostrando o prazer de cantar e dando demonstrações de repúdio àqueles que tudo fizeram para silenciar a batucada dos seus tantãs. Avante, foliões cariocas!
 
As marchinhas do Gilmar
O assunto é Carnaval. O ministro Gilmar Mendes é o campeão da safra 2018, na tradição que vem desde os primeiros tempos da República, ou seja, não há fato relevante na política brasileira que não tenha provocado a criatividade dos nossos compositores. O ministro aparece como personagem em uma penca de marchinhas. A melhor delas leva a assinatura do veterano João Roberto Kelly: “Alô, alô, Gilmar/Eu tô em cana/ Vem me soltar”. Na mesma batida seguem a Orquestra Royal (Começou o Carnaval do Gilmar/Liberou a brincadeira/Quero ver quem vai dançar/ A dancinha da tornozeleira”) e os Marcheteiros (“Gilmar soltou/Soltou a franga/Largou a Tonga/Agora só anda de tanga”). Inimigo número um do Rei Momo e do Rio, o prefeito-bispo não poderia escapar da brincadeira. O bloco Simpatia É Quase Amor pergunta: “Ensaio de escola?/ Ele mela/ Roda de samba?/ Atropela / Macumba? / Não tolera / Só gosta de bloco nutella / Ele não cuida / Nem zela/ Casa de jongo? / Cancela/Em nome de Deus, apela / Qual o nome do hômi?”.
 
Dignidade: Código de Defesa do Consumidor
Segundo dados da consultoria Serasa Experian, o país fechou 2017 com nada menos do que 60,4 milhões de consumidores inadimplentes, o que representa aumento de 1,34% ante o ano anterior, quando 9,6 milhões de brasileiros estavam nessa condição. Diante desse quadro, não são raras as vezes em que pessoas são cobradas de forma indevida ou constrangedora, no telefone fixo de seu local de trabalho, nos fins de semana ou feriados, por exemplo, desrespeitando o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Outra prática comum, e não menos ilegal, ocorre quando a pessoa que está fazendo a cobrança deixa recado, com parentes, colegas de trabalho ou vizinhos, passando a eles alguma informação sobre o débito. Cobrar uma dívida não é ilegal. O que não pode é o consumidor ser exposto ao ridículo ou ser ameaçado. A dignidade da pessoa tem que ser preservada. Nesse sentido, os artigos 42 e 71 do CDC tratam do tema e protegem o devedor dos abusos cometidos por empresas de recuperação de crédito ou pelos próximos credores. Serviço de utilidade pública desta coluna.
 
Temer: um novo Macgyver?
McGyver foi um sucesso nos anos 1980 e 1990 em seu “Profissão Perigo”, nome que o enlatado norte-americano ganhou por aqui. Segundo analistas políticos, nenhum político em Brasília leva a sério, hoje, a hipótese de a Câmara dos Deputados dar aval ao pacote da reforma da Previdência na volta do Carnaval. É preciso ter pelo menos 60% dos votos, um caminhão de 308 cabeças dispostas a colocarem na guilhotina a oito meses das eleições. Isso sem falar que, depois dos deputados, seria preciso enfrentar o imponderável no Senado. Caso o presidente Temer consiga aprovação das alterações na Previdência a poucos meses da eleição, às vésperas de deixar o poder e com aprovação de 6%, pode mandar fazer a placa: Temer, o presidente MacGyver. Opinião de analistas políticos em Brasília.
 
Virado à Paulista: patrimônio imaterial
Com os seguintes ingredientes básicos como feijão, arroz, farinha de milho, carne-seca, bisteca, torresmo, linguiça, couve, ovo frito e banana empanada, o prato apreciado pelos paulistas (Virado à Paulista) – e tradicional às segundas-feiras – transformou-se agora em um “patrimônio imaterial do Estado”, depois de ser tombado pelo Condephaat, conselho de patrimônio estadual, que reconheceu sua significância histórica e cultural. A notícia nos veio à mente com o seguinte questionamento: por que não envidarmos esforços no sentido de transformarmos também o nosso tradicional “arroz com pequi”, conhecido e elogiado em todo o Estado, como “patrimônio imaterial” de Minas Gerais? Fica feita a sugestão.
 
Terminando
“Brasileiro sofre, mas arrasa na felicidade, né? – Fudidos e mal pagos, mas pelados no Carnaval... genial” – (Rita Lee)

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