Eleições 2018: uma incógnita

Magnus Medeiros / 11/07/2018 - 09h24

A eleição batendo nas portas de todos nós brasileiros e uma pergunta paira no ar: em quem votar? Segundo pesquisas, 41% das pessoas não têm candidato, resultado de um retrato do jogo duro dos eleitores com os candidatos à Presidência. Outro ponto que merece séria análise: nada manos que 59% dos entrevistados indicam que pretendem anular e/ou deixar em branco o voto. Esse índice parece com o que as urnas registraram no recente segundo turno da eleição para governador em Tocantins, quando abstenções, votos nulos e brancos somaram 52%. E, para piorar, um de cada três entrevistados no país anunciou que não vai votar “de jeito nenhum”. Pensem bem: anular o voto ou votar em branco é concordar com a atual situação. Vamos votar em gente nova, com ideias novas. Só assim o país mudará. Não votar é tudo o que alguns querem para se perpetuarem no poder. Nessa imagem congelada, é possível ver que os eleitores continuam desmotivados com o processo eleitoral, indicando sua resistência aos políticos. Culpa de quem?

Aprendendo
Basta de brigas? Bastam de brigas? Cuidado com a concordância quando o sujeito vem depois do verbo: Bastam algumas horas (algumas horas bastam). Bastam-me duas horas para concluir o trabalho (duas horas me bastam para concluir o trabalho). Seguido da preposição de, bastar é impessoal. Mantém-se na 3ª pessoa do singular. Basta de brigas. Basta de lamúrias. Basta de promessas.

Reflexão
O amor não é um hábito, um compromisso, ou uma dívida. Não é aquilo que nos ensinam as músicas românticas, o amor são indefinições. Ame e não pergunte muito. Apenas ame.

Etiqueta
Chique é ser feliz... Elegante é ser honesto... Bonito é ser caridoso... Charmoso é ser grato... O resto é inversão de valores.

FIGURAS E FATOS

Revendo Brasília (DF)
Estivemos depois de muitos anos visitando a Capital Federal, agora por um motivo muito especial: assistir à cerimônia de casamento da nossa sobrinha-bisneta Letícia Babosa Rodrigues com o capitão do Exército Brasileiro Douglas Magela Martins. Dias de muitas alegrias, revendo familiares que lá residem e sendo hóspede no flat do nosso sobrinho Laicer Barbosa, na Asa Sul e recebendo o carinho e atenção dos sobrinhos-netos Laicer Barbosa Jr. e Luiz Evaristo Barbosa, esposas e filhos. Aproveitando a viagem, deparamos com uma nova Brasília bela e progressista, com moderno traçado urbano e pontos turísticos de rara beleza e perfeição. Momentos inesquecíveis!

SUS & Medicamentos
O STJ, recentemente, julgou recurso representativo sobre o fornecimento de medicamentos de alto custo que estão fora da tabela do SUS e estabeleceu três requisitos para que o Estado seja obrigado a fornecer esses medicamentos. O primeiro deles é que haja prescrição médica; o segundo, comprovação de que a pessoa não tem condições de arcar com o custo do medicamento e que o remédio esteja registrado na lista da Anvisa. No entanto, a imprensa tem noticiado decisões judiciais desfavoráveis ao cidadão, por se entender que o custo do medicamento (às vezes decisivo para a sobrevida) causaria suposto desequilíbrio no orçamento do SUS. Seria um privilégio precisar do Judiciário para obter um remédio caro para sobreviver? O infortúnio do doente pode ser encarado como regalia que causaria o desequilíbrio das contas públicas? O cidadão contribui para a arrecadação estatal e, quando se socorre do Judiciário contra os entraves públicos, recebe, agora, uma negativa baseada no custo do tratamento? Trocando em miúdos: medicamento é direito, não regalia! A vida do cidadão merece ou não respeito?!
 
Havana: 75 anos
A longevidade da famosa Havana, cachaça produzida em Salinas, há 75 anos, prima pelo respeito ao consumidor. Ensinamentos de Anísio Santiago, criador da marca, que o filho Geraldo, sócio e administrador do negócio, mantém sem concessões. No entanto, Geraldo Santiago faz um apelo às pessoas que querem adquirir a cobiçadíssima Cachaça Havana para que veja a procedência e indica o site cachacahavanaoficial.com.br para mais informações. Para comemorar os 75 anos da Havana foram lançadas mil garrafas numeradas a R$ 800.
 
Cheque especial: novas regras
As novas regras do cheque especial estão valendo em todo o país. Agora, o cliente que estourar o limite será avisado pelo banco. Quem estiver há mais de 30 dias com gastos 15% acima do limite terá que receber uma opção de crédito com juros mais baixos. Modalidade mais cara do mercado faz dívida de R$ 1.000 subir para mais de R$ 4.000 ao fim de 12 meses. Xô!
 
Planos de saúde
Interessante a Resolução Normativa 433/ANS, que torna a cada dia mais inviável o acesso da população a novos planos de saúde particulares: além de mensalidades exorbitantes, o valor da coparticipação para os clientes será de 40%. E com direito a quatro consultas médicas por ano! A ANS tem sido uma mãe para os planos de saúde. Já para os consumidores... deixa para lá.
 
A volta do Brasil real
Com a derrota da Seleção Brasileira que voltou para casa nos privando de comemorarmos o hexacampeonato, torna-se urgente que voltemos ao Brasil real. E possamos assistir à retomada inadiável de se passar o Brasil a limpo, com menos bandalhos empoleirados em cargos públicos. Amém.
 
Pagamento: problema sem solução
Segundo a Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais, a escala de pagamento para o mês de julho está mantida, e os servidores vão receber em três parcelas, nos dias 13, 25 e 31. Motivo: déficit de R$ 8 bilhões e também a atual crise econômica. Culpa dos servidores do Executivo? Brincadeira!
 
Falando de misses
Mulher bonita sempre é notícia. No primeiro dia deste mês de julho, há 50 anos, a baiana Martha Vasconcellos, aos 20 anos, foi eleita Miss Brasil com direito a representar o país no Miss Universo, conquistando o título. Com 1,75m, 59 kg, 59 cm de cintura, 93 cm de busto, 93 cm de quadris, 55 cm de coxa e 21 cm de tornozelo, a baiana de olhos verdes superou outras 24 concorrentes. Hoje, psicóloga aposentada e avó orgulhosa de cinco netos. Falando em belas misses, Vera Fisher, eleita Miss Brasil em 1969, concedeu uma bombástica entrevista à jornalista Mônica Bergamo (Folha de São Paulo) soltando os “bichos”. Falou sobre o uso de drogas, favorável ao aborto (fez vários), preconceitos, vítima de assédios, realizou teste do sofá para ser estrela de televisão e cinema, sofreu com doenças diversas, sustentou maridos. Sobre política ela se diz decepcionada, que não vota e prefere viajar durante as eleições. “Eu não tenho candidato. Não adianta votar no menos pior, porque o menos pior já é o pior”, diz ela. Sua última internação foi em 2011. Diz que não usa mais droga desde então. No final ela dá um conselho para as mulheres mais jovens: “Vocês batalham tanto para casar com homens ricos, mas nunca vão perceber que o dinheiro é deles e que continua sendo deles. Vão te dar migalhas. Vida continua e você tem que ganhar o seu dinheiro”. Detalhe: continua linda e loira e sedutora, apesar do tempo. 
 
Terminando
“Cada dia é uma festa, cada dia é um espetáculo. Só não o descobre quem está mortalmente ferido pelo tédio. O drama e a comédia estão no nosso cérebro. Basta despertá-los”. (Augusto Cury)

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