A EuroCopa do Mundo

Esportes Geraes / 10/07/2018 - 07h49

Depois da desclassificação da Seleção Brasileira na sexta, só hoje estou podendo usar este espaço a mim concedido aqui nas páginas de O Norte para deixar a minha impressão sobre esta Copa do Mundo e o time canarinho.

Aliás, hoje, terça feira, 10 de Julho, seria o dia que teoricamente o Brasil entraria em campo para duelar contra a França pelas semifinais do torneio. Mas, acreditar nisso seria realmente fora de lógica.

Há duas semanas me expressei usando as redes sociais para dizer que esta Copa tinha todos os ingredientes e cheiro de Eurocopa, ficando o resultado muito provavelmente com uma seleção européia. Dito e certo, teremos uma final do velho mundo. 

Para corroborar o que a gente tinha dito, o cronista de Itabira Marcos Caldeira escreveu sobre isso debaixo do tema: “A Eurocopa do Mundo vista do meu sofá”. Título totalmente sugestivo e real, dados os resultados que temos.

Também há duas semanas, analisei que não temos mais futebol que possa competir com a Europa, uma vez que exportamos para lá o que temos de melhor: nossos craques. Em fases mirins, para sermos exatos. Todo ano, estão desembarcando em solo europeu diversos meninos da África e das Américas do sul e Central para levarem em sua bagagem a malícia e o traquejo do futebol destes continentes.

Não seria difícil entender que com tantos atletas pisando no solo do velho mundo, logo logo teríamos um futebol, praticado por eles, donos do dinheiro e do mercado, de qualidade igual ou superior ao brasileiro.

Pela quarta vez consecutiva, o Brasil foi eliminado por seleções européias que agora já sabem como nos vencer: armam um ferrolho lá atrás e esperam o momento certo para dar o bote, voltando a ficar novamente com a sua muralha.

O pior de tudo é que nesta inversão de valores técnicos, o futebol brasileiro agora ficou insosso, sem graça e brucutu. Eliminamos o traquejo e a malemolência de nossas jogadas para darmos lugar a disciplina tática, sem graça e sem a menor possibilidade de reação.

Não temos referências em nosso time. Aquelas como as de Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo e Ronaldo Fenômeno na Copa de 1998 e 2002. Ou as de Romário, Raí, Mauro Silva, Branco e Bebeto na Copa de 1994.

Estou falando apenas dos últimos 20 anos pra cá. Pois me faltaria espaço para falar de Zico, Sócrates, Falcão, Rivelino, Reinaldo, Toninho Cerezzo, Pepe, Didi, Garrincha, Pelé, Tostão, Gérson e tantos outros.

Desta forma, encerro minha crônica desta terça em que naturalmente teríamos o Brasil em alguma decisão afirmando que não é nada disso mais. O futebol brasileiro agora é igual ao resto do mundo.

“Bonito” mesmo é o da Europa.

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