Vidas secas

Editorial / 28/06/2018 - 05h34

A estiagem, que obriga os moradores da área urbana de Montes Claros a conviver com o racionamento de água há dois anos, castiga também a região rural do município. A situação levou a Defesa Civil do município a decretar estado de calamidade em 37 comunidades a fim de sensibilizar os governos federal e estadual para a liberação de recursos que possam levar caminhões-pipas a mais de 2 mil famílias. 

No campo, estiagem torna-se um problema ainda mais grave, uma vez que afeta não somente o abastecimento para o consumo humano, mas também a sobrevivência dos animais e a produção nas lavouras. 

Os prejuízos econômicos são enormes para as famílias, a maioria pequenos produtores, que tiram o sustento da atividade agropecuária. Ou seja, sem água o risco da fome bate à porta. Neste ano, o problema do abastecimento na região não teria sido provocado somente por questões climáticas, mas devido também ao crescimento desordenado das residências rurais. Pontos de consumo aumentaram, enquanto o número de poços se manteve igual. 

Medidas poderiam ser tomadas pelo poder público municipal para evitar tamanha escassez para as famílias rurais , como o controle habitacional na região ou a construção de mais poços para garantir o abastecimento durante a seca. No entanto, nada disso parece ter sido pensado. 

A expectativa é de que os recursos cheguem aos cofres públicos para não prolongar ainda mais sofrimento de milhares de famílias com a seca.

Pontos de consumo aumentaram, enquanto o número de poços se manteve igual. Um medida poderia ser tomada para evitar a escasse

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