Trevo problema

Editorial / 09/01/2018 - 05h51

Há um ditado popular que diz que “aquilo que começa errado, tende a terminar errado”. A frase cabe como uma luva para definir a situação do chamado Trevo da Real, entre os bairros Cintra e Delfino Magalhães. Desde o começo das intervenções, moradores e comerciantes reclamavam da obra. Mesmo depois de pronta, as queixas não acabaram. E agora os problemas são outros. Tudo isso por falta de consideração de quem executou a intervenção, no caso a prefeitura, aos atingidos. 

Os comerciantes têm razão de se revoltar. Afinal, o serviço era para durar 90 dias e passou dos cinco meses. Sem contar que eles não foram informados dos atrasos e nem receberam ajuda pelo movimento ter sido desviado para longe das suas portas. 

Agora, com a obra pronta, os estacionamentos foram proibidos não só na frente das lojas como próximo a elas. Ou seja, os pontos possuem outras características em relação há seis meses, o que altera bastante a valorização.

Para quem circula no local, os problemas de uma obra pronta também são muitos. Faltam sinalizações claras e faixas de pedestres nas ruas para onde o trânsito foi desviado. A ciclovia também não foi sinalizada direito, o que causou um acidente ontem. 

Parece que a inauguração se deu antes da hora, sem os devidos cuidados, inclusive de segurança para a população. E também há a impressão de que o projeto não previa essa sinalização. Ou se previa, ela não foi feita da forma devida. 

Pelos relatos colhidos pela reportagem ontem, esse pode ser um caso de uma obra que mais prejudica do que melhora a vida dos moradores. 

Mesmo depois de pronta, as queixas não acabaram. Tudo isso por falta de informação que deveria ter sido prestada por quem executou a obra

 

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