Sem reajustes

Editorial / 26/05/2018 - 06h28

Um dos profissionais mais importantes para a sociedade, por ser o responsável pela formação das crianças nos primeiros anos de vida, os professores da educação básica vêm sendo desrespeitados em Montes Claros. Há dois anos a prefeitura não reajusta o Piso Nacional da Educação – uma grande conquista obtida pela categoria em todo o Brasil.

O direito ao piso é determinado pela Lei Federal nº 11.738, de 16 de julho de 2008. No entanto, a prefeitura não cumpre a legislação. Os professores de Montes Claros recebem hoje R$ 2.100, enquanto o valor básico definido nacionalmente é de R$ 2.455.

A situação revolta não só a categoria, mas também os vereadores, inclusive os que fazem parte da bancada de apoio à administração municipal na Câmara. A mobilização é grande e o caso poderá ser levado para o Ministério Público. E com razão.

Com os preços dos alimentos, combustíveis, energia e outros itens essenciais para sobrevivência em alta, os professores de Montes Claros fazem malabarismos para sobreviver sem reajustes. Sem contar as precárias condições de trabalho nas escolas. Como se trata de um universo de 3 mil profissionais afetados, a defasagem salarial impacta também no comércio e serviços da cidade, já que muitos têm reduzido a lista de compras para dar conta de sobreviver. 

A qualidade do ensino também pode ser afetada. Estudos comprovam que uma educação de qualidade só é possível com professores com remuneração justa e motivados. Pelo visto, esses dois ingredientes estão em falta, prejudicando a formação de milhares de crianças. Nota zero.

A qualidade do ensino pode ser afetada. Educação de qualidade só é possível com professores motivados e com remuneração justa 

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