Sem opção

Editorial / 13/01/2018 - 07h08

A população de Montes Claros foi pega absolutamente de surpresa ontem com a decisão da Santa Casa de suspender os novos atendimentos na unidade de pronto-socorro. A instituição é referência para casos de urgência e emergência de 86 cidades do Norte de Minas e até recebe pacientes vindos do Sul da Bahia. 

O motivo apontado pela direção para implantação do chamado “Plano de Contingência” é a superlotação da unidade. Em um setor projetado para ter 20 pacientes havia, ontem, 58 pessoas. Nossa reportagem chegou a flagrar uma pessoa deitada em maca no chão da recepção. O presidente do Conselho Municipal de Saúde classificou a situação dentro do hospital como “de guerra”.

O mais lamentável é que a população fica praticamente sem opção de atendimento especializado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O hospital de porte semelhante é o Universitário Clemente faria, que, no ano passado, também reduziu o atendimento e só recebe paciente no ambulatório com risco iminente de morte. 

Resta a quem não tem condições de pagar por um plano de saúde depender das unidades municipais, que estão longe de ter um atendimento adequado. 

Infelizmente, o fechamento do pronto-socorro da Santa Casa pode ter consequências terríveis para a população, que hoje se sente desamparada e sem opção. 

O poder público municipal e a direção da Santa Casa precisam encontrar uma solução urgentemente para evitar perda de vidas por falta de atendimento, o que seria uma tragédia para famílias e vergonha para uma cidade do tamanho e importância de Montes Claros. 

O resta a quem não tem condições de pagar por um plano de saúde é depender das unidades municipais, que estão longe de ter um atendimento adequado. 

 

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