Rodovia da morte

Editorial / 31/10/2017 - 01h06

Ainda bem que a rodovia já está em obras de recapeamento, mas o que a BR-251 precisa mesmo é de uma duplicação, diante do grande volume de veículos que trafegam por ali. Afinal, é uma rodovia que liga o Centro-Oeste a Minas e ao litoral. E com o grande fluxo de veículos, principalmente de carga pesada, vem os acidentes e tragédias, como as que ocorreram no último fim de semana.

Apenas nesse curto período, a Polícia Rodoviária Federal registrou oito acidentes, dois dos quais ocorridos no domingo, deixando oito pessoas gravemente feridas e uma morte. Não é à toa que a BR-251 é conhecida como a “Rodovia da Morte”. Pouca gente sabe, mas ela é uma das mais movimentadas e perigosas do país. E, pelo visto, muitos motoristas também não sabem disso, e acabam abusando na falta de atenção e no excesso de velocidade, já que se trata de uma rodovia cheia de retas e plana. 

O recapeamento apenas isso não basta, principalmente porque, pelo andar da carruagem, a tendência é o fluxo de veículos aumentar cada vez mais. Recapeamento é paliativo. O investimento do Governo Federal no serviço é de R$ 38 milhões, dos quais apenas 5 a 10% deste valor já foi aplicado. 

Curioso é que o prazo para entrega da obra é de dois anos e mais três de manutenção, garantidos em contrato. Ou seja, quando terminar o serviço a rodovia já estará precisando ser recapeada de novo, principalmente nestes tempos de economia, que provocaram a desativação das balanças da Polícia Rodoviária Federal. Como se sabe, o excesso de peso é o principal responsável pelos estragos do asfalto de nossas estradas. Que o Ministério dos Transportes olhe para a BR-251!

O que a BR-251 precisa mesmo é de uma boa duplicação, diante do grande volume de veículos que trafegam por ali

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