Risco iminente

Editorial / 15/11/2017 - 01h37

A dengue já fez milhões de vítimas em todo o Brasil nas últimas duas décadas, com milhares de mortes. Muito pela proliferação do mosquito Aedes aegypti, que tomou praticamente todas as grandes cidades do país. Mais recentemente, o número de casos de outras doenças transmitidas pelo inseto, como zika e chikungunya, também cresceram muito pelo descuido na prevenção.

Enquanto não aparece nenhuma vacina contra essas doenças, a principal forma de minimizar os estragos é o trabalho contínuo de prevenção, focado no combate aos focos de reprodução do Aedes. Esse trabalho praticamente se tornou uma política pública nas grandes metrópoles. Um ano de descuido e todo o trabalho anterior é praticamente perdido. 

E essa, infelizmente, parece ser a situação atual de Montes Claros. O levantamento de infestação de focos do mosquito transmissor da dengue mostra que a porcentagem de casas infestadas quase dobrou somente neste ano, passando de 1,9% para 3,4%. Ou seja, a cidade está se aproximando de um risco grande de epidemia de algumas das doenças transmitidas pelo mosquito. 

E não poderia haver outro resultado, já que o trabalho preventivo foi praticamente ignorado neste ano e o lixo toma conta de centenas de lotes vagos em quase todos os bairros.

Não há desculpa ou justificativa. Quem assume uma cidade do tamanho de Montes Claros sabe o que precisa ser feito e o que não pode ser paralisado. O aumento do risco de uma epidemia de dengue só tem duas causas: descaso ou incompetência. E quem sofre a consequência é o povo. 

Não há desculpa ou justificativa. Quem assume uma cidade do tamanho de Montes Claros sabe o que precisa ser feito e o que não pode ser paralisado 

 

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