Pare agora

Editorial / 29/06/2018 - 06h18

A decisão da MCTrans, empresa responsável pelo gerenciamento do trânsito em Montes Claros, de mudar a sinalização no corredor cultural da cidade, onde se concentram as edificações históricas, gera reações junto à população. Reações que merecem ser ouvidas pelo poder público municipal para que seja encontrado um caminho no sentido de preservar o patrimônio, mas sem cercear o direito de ir e vir dos moradores.

Sob a alegação de proteger o casario centenário, a empresa decidiu proibir a parada e o estacionamento de veículos na região, mas não levou em conta que, ao lado de museus, existem residências, muitas delas antigas e sem garagens. Ou seja, quem mora ali não poderá mais parar o carro perto de casa nem deixá-lo estacionado. 

Comerciantes também se dizem afetados com a medida, que limita o acesso de pessoas ao local. Tanto moradores quanto os que tiram o sustento do comércio foram pegos de surpresa com a implantação das mudanças. Ou seja, ninguém sequer foi consultado nem avisado sobre a medida, revelando total despreparo das autoridades de trânsito, que andam na contramão de outros municípios onde a gestão participativa é cada vez mais presente.

Moradores acusam a empresa de implantar a medida como forma de obrigar motoristas a usar o estacionamento rotativo, aumentando a arrecadação. Se é para encher os cofres ou preservar o patrimônio, o ideal é que a empresa reveja as mudanças e tente ouvir a comunidade da região histórica. Vale preservar sim a arquitetura, mas é preciso respeitar também quem dá vida a ela.

Autoridades de trânsito de MOC andam na contramão de outros municípios, onde a gestão participativa é cada vez mais presente

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