Obra inacabada

Editorial / 11/11/2017 - 01h12

Uma das atribuições básicas de um gestor público é zelar pelo dinheiro pago pela população por meio dos impostos. Os investimentos em saúde, educação, moradia e mobilidade necessitam ser constantemente fiscalizados para que não haja perdas de recursos. 

Para fazer isso bem, todas as administrações possuem, pelo menos em teoria, ferramentas de verificação do cumprimento da lei e do bom uso dos recursos. 

O que acontece na Ecopista do bairro Morada do Parque parece ser um dos exemplos clássicos de falha no controle dos gastos de uma gestão. Durante a contratação e execução de uma obra, sempre há (ou pelo menos deveria haver) um representante do poder público verificando se aquilo que está sendo feito está de acordo com o que foi pedido. O pagamento, ou as parcelas do mesmo, só deveriam ser liberadas após a comprovação de que o serviço previsto em edital foi executado de maneira satisfatória.

Os problemas apontados pelos frequentadores da Ecopista sugerem falhas na execução da obra. A empresa contratada deveria, portanto, refazer o serviço, sem ônus aos moradores. Simples e claro. 

E o fato de a construção ter sido bancada com dinheiro de uma multa ambiental torna os problemas ainda mais graves, pois a população de Montes Claros não só recebeu um equipamento ruim como deixou de receber recursos que poderiam ser investidos em algo de melhor qualidade. 

A população aguarda que alguma atitude seja tomada pela atual gestão. 

O que acontece na Ecopista do bairro Morada do Parque parece ser um dos exemplos clássicos de falha no controle dos gastos

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