Nascer seguro

Editorial / 01/05/2018 - 06h28

Quando entra em um hospital, uma mulher prestes a dar à luz espera sair de lá com uma criança sadia nos braços. É por isso que faz o pré-natal e segue à risca as recomendações médicas. Ouvir, portanto, que o bebê que carrega no ventre não apresenta sinais vitais é se ver diante de uma tragédia difícil de ser digerida e impossível de ser esquecida. Principalmente se pairar sobre a família dúvida quanto ao atendimento médico recebido pela gestante. 

O Ministério da Saúde, no Brasil, e a Organização Mundial de Saúde, internacionalmente, têm travado verdadeiras batalhas pelo parto normal. Não apenas porque ele permite a recuperação mais rápida da mulher, mas sobretudo porque é, ao contrário do que ainda se escuta por aí, o procedimento mais seguro tanto para a mãe quanto para o bebê. O risco de hemorragia na mulher e de infecção é menor. Além disso, a própria via de nascimento, vaginal, favorece a saúde da criança, que em contato com micro-organismos do corpo da mãe já tem o próprio sistema imunológico fortalecido.

As vantagens são inúmeras, e o mais importante: são baseadas em evidências científicas. Por isso, qualquer caso de nascimento que termine em morte precisa ser muito bem apurado, em todo e qualquer hospital, não só para confortar a família, mas para afastar - ou apontar - se houve erro e principalmente evitar que ele se repita, arrasando uma família que estava prestes a celebrar uma nova vida. Parto normal é importante e deve acontecer respeitando a mulher e a vontade dela. Mas, sobretudo, tem que ser feito de forma responsável e segura. 

As vantagens do parto normal são inúmeras, e o mais importante: são baseadas em evidências científicas

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