Na contramão

Editorial / 10/07/2018 - 08h38

Empresas responsáveis pelo gerenciamento de trânsito nos municípios devem levar em conta princípios básicos na execução de projetos, como o planejamento e a participação social. De nada adianta implantar medidas, como trocar semáforos de lugar, proibir a circulação de veículos em determinados pontos ou implantar sistemas de estacionamento rotativo, se não for com o intuito de melhorar o ir e vir de carros e pedestres, tornando o cotidiano dos moradores mais seguro.

Em Montes Claros, as mudanças executadas pela MCTrans, empresa responsável pelo gerenciamento de trânsito, mostram-se na contramão do bem-estar e segurança da população. É o que podemos observar com o projeto de retirada de semáforo próximo de escolas, locais que deveriam ter, isso sim, a segurança de trânsito reforçada. 

Sem ouvir a comunidade escolar, a MCTrans decidiu impor as mudanças, pegando de surpresa pais de alunos e educadores, que serão obrigados a transpor vias sem um sinal que obrigue os veículos a parar para que possam e ir e voltar da escola tranquilos. 

Outra medida, a que impede o tráfego na área histórica da cidade, também desagradou os moradores e comerciantes locais, que se dizem prejudicados e acusam a MCTrans de impor mudanças com o intuito de forçar o uso do estacionamento rotativo. 

A indignação dos moradores é uma prova de que algo precisa ser repensado na execução de políticas públicas viárias, sobretudo com relação à participação da comunidade.

De nada adianta implantar mudanças no trânsito se não for para melhorar o ir e vir de carros e pedestres

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