Mais terror

Editorial / 09/02/2018 - 01h40

A mais recente ação do crime organizado contra agências bancárias do Norte de Minas mostra que as forças de segurança não devem baixar a guarda para a onda de assaltos do tipo no Estado. Apelidada de “Novo Cangaço”, a prática parece que vai continuar tirando o sossego das cidades menores do interior do Estado neste ano. 

Após uma série de assaltos em 2017, a polícia mineira conseguiu prender alguns grupos responsáveis pelas explosões depois de várias investigações. Mas ações desse tipo são cometidas por grandes grupos especializados, geralmente numerosos. É quase impossível prender todos. E os que sobram se reorganizam, recrutam novos integrantes e repetem os crimes. 

A impressão também é que, após treinamento e orientação, a Polícia Militar vem conseguindo fazer prisões durante os assaltos ou pouco depois dos roubos, na fuga dos bandidos. Ontem, parte do dinheiro foi recuperado a poucos quilômetros da agência do Banco do Brasil. 

Isso pode parecer pouco, mas é importante, pois quanto maior o risco de ser pego, menos pessoas se aventuram nessa modalidade criminosa. Além disso, o maior preparo evita a perda de vidas de policiais militares e civis. 

O combate ao crime organizado se dá muito mais com inteligência do que com confronto e, muitas vezes, a solução não vem na velocidade que a população espera. O importante é que ele seja contínuo para que os bandidos sintam que está cada vez mais difícil esse tipo de ação. Esperamos que esse momento ocorra o mais rápido possível e que os moradores das cidades menores voltem a dormir tranquilos. 

O combate ao crime organizado se dá muito mais com inteligência do que com confronto e, muitas vezes, solução não vem na velocidade que se espera 

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