Mais economia

Editorial / 12/01/2018 - 01h37

Os temporais de dezembro podem ter provocado um relaxamento na população de Montes Claros nas medidas de economia de água e na percepção da gravidade da crise hídrica. E, com base nas informações que divulgamos nesta edição e há algumas semanas, o risco de essa situação piorar em 2018 ainda é bastante considerável. 

Primeiramente, as chuvas de dezembro podem ter parecido intensas, mas foram maiores em volume somente em comparação a 2016. Na verdade, choveu dentro da média esperada para o mês. Rios voltaram a correr, mas não foi suficiente para repor o volume da barragem de Juramento, que abastece a maior parte da cidade. 

Embora o volume armazenado na represa tenha aumentado bem, passando de 13%, em novembro, para 22% ontem, a situação, na prática, não mudou muito. 

Para se ter uma ideia, há um ano a mesma barragem retinha 34% da capacidade total de água. E toda a população sentiu na pele o que foi 2017 em termos de piora da situação de escassez de água. 

Para tentar acelerar a recuperação de volume de Juramento, a Copasa está se esforçando naquilo que pode. Até tentar fazer chover a empresa está buscando, conforme apresentamos hoje. A técnica aplicada com uso de uma aeronave é bastante interessante, e não usa produtos químicos. Cada tentativa pode resultar em até 20 milímetros de chuva dentro da bacia.

Esse, sem dúvida, é um reforço grande para minimizar a crise, mas não será a solução do problema. Dependemos ainda de chuvas muito acima da média até abril e, principalmente, de ainda mais colaboração da população na economia, para que possamos superar 2018 sem uma escassez ainda maior. 

Embora o volume armazenado na represa tenha aumentado bem, a situação, na prática, não mudou muito

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