Mães guerreiras

Editorial / 12/05/2018 - 06h34

“Só as mães são felizes”, já decretou o cantor e compositor Cazuza em um dos títulos de suas canções. E mesmo com toda a dor e desespero causados pela tragédia que em 5 de outubro do ano passado colocou o município norte-mineiro no noticiário nacional e chocou todo o país, como são felizes as mães das crianças que sobreviveram ao incêndio da creche Gente Inocente. Felizes e solidárias. 

Amanhã elas comemoram o primeiro Dia das Mães após a tragédia, sem esquecer de declarar amor e solidariedade às mães das crianças que morreram no incêndio que deixou mais de 50 vítimas, incluindo os feridos. Só uma outra mãe para saber o que significa perder a presença física de um filho querido. Só mesmo mães para acalentar quem, numa data tão simbólica, não terá como abraçar a própria cria. 

Mães merecem sempre homenagens. Não importa quantos filhos tenham, de onde vêm, para onde caminham. Não faz qualquer diferença cor, raça, classe social. São todas mães. Todas capazes de amar sem esperar retorno, a não ser ver o filho sorrindo, feliz. 

Amor de mãe é o maior do mundo, como provam as mães de Janaúba, grandes guerreiras. Após a tragédia elas continuam a dar grande exemplo de força. Não desgrudaram dos pequenos nos hospitais, cobraram do poder público assistência, medicamentos e nova creche. Sabem que nada trará as vítimas de volta, mas sabem também que não podem parar. 

A tragédia foi um alerta para o país, sinal de barbárie e dos tempos que vivemos. A força dessas mães é um exemplo. A elas, todas as honras. 

As mães de Janaúba sabem que nada trará as vítimas de volta, mas sabem também que não podem parar

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