Luta pelo salário

Editorial / 10/04/2018 - 00h32

Responsáveis pelas obras de iluminação e pavimentação de Montes Claros, os servidores da Empresa Municipal de Serviços, Obras e Urbanização (Esurb) podem entrar em greve caso a prefeitura não pague os salários de fevereiro e março, que estão em atraso. Esta é a segunda vez que eles ficam sem receber em dia. Em janeiro, 290 servidores ameaçaram parar, caso os salários não fossem pagos, assim como décimo-terceiro referente a 2017. A situação foi resolvida, mas agora servidores estão sem depósitos em conta novamente, e a alegação do Executivo é a de que não falta dinheiro. O problema seria devido ao grande número de processos trabalhistas envolvendo a autarquia, o que estaria bloqueando a entrada dos valores referentes aos salários no banco. 

Enquanto a situação não se resolve, os funcionários reclamam do sofrimento de não ter como arcar com o compromissos para sobrevivência, como pagar contas de energia, água luz e colocar comida à mesa. E pensar que não são 290 funcionários penalizados pelo atraso, mas muito mais, pois grande parte têm filhos, mulheres e outros dependentes.

O cenário se agrava diante da crise econômica, em que famílias encontram-se endividadas ou fazem malabarismos para sobreviver. Os servidores dizem esperar que a prefeitura cumpra a palavra. Mas paciência costuma ter limites e se perde mais rápido quando falta comida à mesa. Caso o impasse não se resolva e haja opção pela greve, um caos poderá se instalar, pois a Esurb é responsável por serviços essenciais para que a cidade esteja em ordem. 

O cenário é agravado pela crise econômica, com famílias endividadas e fazendo malabarismos para sobreviver 

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