Irresponsáveis

Editorial / 04/01/2018 - 01h12

As estradas estaduais no Norte de Minas são as mais usadas pela população da região. Elas ligam as cidades menores aos grandes corredores de tráfego, que são as rodovias federais, e às cidades-polo.

Essas rodovias apresentaram um resultado trágico no fim de 2017. Segundo a Polícia Militar Rodoviária, 19 pessoas perderam a vida em acidentes entre os dias 1º de dezembro e 1º de janeiro. 

Doze das mortes foram registradas em apenas duas ocorrências na mesma estrada, a MGC–122, na véspera do Natal, mas mesmo sem contar essas batidas, o balanço de óbitos já seria maior do que o mesmo o período de festas de 2016. 

Relatos de testemunhas apontam que a alta velocidade e a imprudência de condutores contribuíram para os acidentes mais graves, o que somente poderá ser confirmado depois de uma investigação. Mas não é preciso ser um perito para tirar algumas conclusões após ver o que sobrou dos veículos envolvidos.

É até difícil falar em falta de fiscalização quando os militares da 11ª Companhia vistoriaram 31 mil veículos que passaram pelas blitze montadas em trechos com maior movimentação. Não dá pra ter um policial em cada curva.

A imprudência de alguns ainda é a principal causa de tragédias. O pior é que esses atos acabam tirando a vida de inocentes e destruindo dezenas de famílias em plena época natalina. 

Não há outro caminho que não seja a punição exemplar de quem transgride as leis e usa o carro como arma. Cadeia aos motoristas irresponsáveis é uma medida que já passou da hora de ser aplicada no Brasil. 

Não é preciso ser um perito para tirar algumas conclusões após ver o que sobrou dos veículos envolvidos nas batidas mais graves

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