Insuficientes

Editorial / 11/01/2018 - 06h10

Poucas coisas incomodam tanto a população de Montes Claros neste momento do que a falta de solução para a situação dos moradores de rua, que estão tomando a cidade. Tudo bem que é um problema social que quase todas as metrópoles brasileiras enfrentam, agravado pela crise econômica, mas o poder público não pode deixar de encará-lo com intensidade, com o risco de ele se tornar algo quase sem solução em um futuro próximo. 

Para se ter uma ideia, a capital mineira, há cinco ou seis anos, estimava a população de rua em cerca de 2.000 pessoas. Hoje, esse número já mais que dobrou e segue crescendo. Em Montes Claros “ainda” estamos com cerca de 400, em uma estimativa feita no segundo semestre de 2017. 

Maior parte dos moradores que vive em praças e ruas fica nesses locais porque não tem opção digna de moradia. E a prefeitura até montou um serviço de atendimento com maior estrutura e oferta de serviços, mas com capacidade para apenas 35 pessoas. Isso não dá nem 10% do público. Além disso, o centro foi instalado em um ponto mais afastado de onde a maior parte dos moradores fica, que é o Centro. É um desestímulo grande mesmo para quem busca sair dessa situação. 

Por isso, após quase um mês da inauguração da nova estrutura, pouca gente deve ter notado alguma diferença na quantidade de pessoas que ocupam os espaços públicos. 

A questão precisa ser enfrentada com maior empenho pelo Executivo. Aumentar o número de imóveis para abrigar essas pessoas e também reforçar as equipes de atendimento são caminhos. 

Após um mês da inauguração do serviço, pouca gente deve ter notado alguma diferença na quantidade de pessoas que ocupam os espaços públicos 

 

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