Grito pela vida

Editorial / 08/06/2018 - 05h49

Apesar de terem conquistado espaço no mercado de trabalho e serem maioria nas universidades, as mulheres ainda figuram nas estatísticas mundiais como maiores vítimas de violência praticada por companheiros ou namorados e do abuso sexual, em casa ou fora dela. Na maioria das culturas, ainda são vistas como inferiores. 

Em 2016, mais de 1 milhão de processos referentes à violência doméstica contra pessoas do sexo feminino tramitaram na Justiça brasileira. Em Montes Claros, a Delegacia da Mulher registra 20 atendimentos por dia, sendo que ao menos cinco vítimas voltam para casa com medidas protetivas, recurso jurídico que está longe de ser garantia de escudo contra os agressores. 

A criação de delegacias de crimes contra as mulheres, a partir dos anos 1980, e uma punição mais severa para os acusados, com a promulgação da Lei da Maria da Penha, em 2006, trouxeram inúmeros avanços para a proteção das mulheres brasileiras. 

No entanto, a violência insiste em alargar as estatísticas e assustar a todos. Felizmente a coragem das vítimas encontra novos canais. As redes sociais se tornaram espaço para denúncias de abusos e defesa do “empoderamento feminino”.

Não se calar é certamente a melhor forma de combater a violência, evitando que ela fique trancada no corpo e na alma, dando chance a novas agressões. Debate hoje em, Montes Claros, coloca as mulheres como o centro das discussões, não só para evitar novos casos de violência, mas para fazer com que elas conquistem cada vez mais força e espaço, rompendo com uma cultura ultrapassada, sim, mas ainda assustadoramente real. 

Debate hoje em Montes Claros reforça a importância da participação feminina e o combate à violência

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