Fora da ordem

Editorial / 30/05/2018 - 01h43

Mesmo com a distribuição de 45 mil litros de gasolina ontem em nove postos de combustíveis de Montes Claros, o clima ainda é de caos e insegurança entre os moradores devido à greve dos caminhoneiros. Motoristas enfrentaram filas quilométricas para encher os tanques e, com a falta do diesel, 40 viagens de ônibus intermunicipais foram canceladas. A dificuldade de se locomover alia-se à insegurança da população quanto a ter alimentos à mesa ou não, já que os supermercados começam a registrar escassez nas gôndolas e o gás de cozinha e a água mineral começam a faltar nas distribuidoras.

O prejuízo econômico é grande também para a indústria e o comércio, mas os consumidores são os mais castigados, uma vez que produtos como furtas e hortaliças já chegam com preços mais altos nos mercados para compensar as perdas acarretadas pela greve. 

Vale lembrar que o cancelamento das viagens intermunicipais traz prejuízos não só para os moradores de Montes Claros que precisam se deslocar para outras cidades, mas para aqueles que visitam o município norte-mineiro em missão de negócios ou a passeio. Por oferecer grande oferta de serviços, sobretudo nas áreas de saúde e educação, MOC recebe grande número de moradores de localidades vizinhas que estão prejudicados com a redução da oferta de viagens de ônibus.

O Brasil espera ansioso pela volta da normalidade do abastecimento de combustível, assim como os moradores de Montes Claros, que pagam um preço alto pelos caos que se instalou no país. Uma solução é urgente para que tudo volte a caminhar.

Moc recebe grande número de moradores de cidades vizinhas que estão prejudicados com a redução da oferta de ônibus.

 

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