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Editorial / 12/10/2017 - 01h39

Aos poucos, num trabalho sério e preciso, as polícias civis de Minas e da Bahia vão fechando o cerco e desfazendo uma das mais temidas quadrilhas de assaltantes que vinha atuando em Minas, principalmente aqui no Norte do estado e no Vale de Jequitinhonha.

Hoje publicamos a notícia de que um dos líderes, ou seja, um dos autores intelectuais dos ataques a bancos em pequenas cidades foi preso em São Paulo durante a segunda fase da operação Norte Seguro, realizada pela Polícia Civil, que há três meses segue no encalço da numerosa quadrilha. Para se ter ideia, o bando já teve cinco integrantes mortos durante confrontos com a polícia no sul da Bahia, enquanto outros cinco estão presos. Pelas contas da polícia, agora falta prender mais cinco integrantes. 

Como se sabe, o grupo é conhecido como “Novo Cangaço”, por lembrar os ataques de cangaceiros como os que Lampião e seu bando praticava no Nordeste. Fortemente armada, a quadrilha cercava pequenas cidades do interior, inviabilizava a ação policial e atacava bancos. Na fuga, geralmente levava alguns moradores como escudo para se proteger. 

Foi assim que praticou mais de 20 ataques contra bancos em Minas. Mas, pelo modus operandi, é possível que o grupo seja responsável também por ataques no norte do país, onde o mesmo tipo de assalto ocorreu em algumas cidades. Aliás, já se sabe que boa parte da quadrilha vivia tranquilamente Belo Campo, na Bahia, sem despertar suspeitas em seus moradores. Aqui, entre as cidades visitadas pelos assaltantes estão Grão Mogol, Capelinha, Gameleiras, Padre Paraíso e Medina, entre outras. Agora, pelo visto, seus moradores podem ficar mais tranquilos.

Polícias de Minas e da Bahia fecham o cerco a uma das mais temidas quadrilhas de assaltantes de bancos

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