Desrespeito

Editorial / 06/06/2018 - 06h55

Já obrigados a sobreviver com salários minguados, os servidores públicos de Montes Claros correm o risco de ficar sem aposentadoria no futuro. Motivo: o prefeito Humberto Souto pode colocar à venda o Shopping Popular, patrimônio do Instituto Municipal de Previdência dos Servidores Públicos de Montes Claros (Prevmoc), responsável por gerir o fundo dos aposentados. 

Criado na gestão do então prefeito Jairo Ataíde, o centro de compras foi erguido com recursos que deveriam ser repassados aos servidores. A ideia era acolher os camelôs que atuavam irregularmente nas ruas. Os recursos obtidos com os aluguéis das lojas seriam repassados à Prevmoc. No entanto, o shopping acumula prejuízos, com grande parte dos ambulantes devendo aluguéis. 

Quem paga a conta são os servidores, pois os recursos não chegam aos cofres da entidade. O fato revolta duplamente os funcionários municipais, uma vez que a administração agora cogita vender algo que não lhe pertence, usando como fundamentação a lei nacional que proíbe os institutos de manterem empreendimentos.

Prova de que a prefeitura não defende em nenhum momento seu patrimônio humano, que são os servidores, cidadãos que tanto contribuem para o funcionamento e a economia da cidade. Sem contar que a venda do shopping pode levar de volta às ruas os ambulantes, provocando mais um problema econômico e social. Dois exemplos de má-gestão municipal.

Criado na gestão do então prefeito Jairo Ataíde, o centro de compras foi erguido com recursos que deveriam ser repassados aos servidores. A ideia era acolher os camelôs 

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