Chega de taxas

Editorial / 15/05/2018 - 05h44

O Brasil figura na lista dos países com maior cobrança de impostos do mundo. Quando compramos qualquer produto, de um imóvel ao pãozinho do café da manhã, desembolsamos um valor sob a forma de imposto pago à parte ou já embutido no preço acertado no caixa. 

Impostos são repassados também aos consumidores de serviços, como energia, e também de combustíveis. Ao encher o tanque de gasolina, quase 60% do valor que pagamos ao frentista representa impostos. Ou seja, trabalhamos para devolver boa parte de nossos salários sob a forma de tributos por tudo que consumimos. Dinheiro este que vai para os cofres públicos federais, estaduais e municipais. 

A tributação excessiva é motivo constante de protestos no país, mas há pouca movimentação do poder público em desonerar a população, cada vez mais castigada com a crise econômica. Prova disso é postura da Prefeitura de Montes Claros ao criar taxa de licença ambiental para construções a partir de 300 metros quadrados.

O novo tributo gerou protestos de arquitetos e urbanistas da cidade, que acusam a administração municipal de bitributação e de ter adotado a cobrança como forma de engordar os cofres públicos.

No momento em que o país se encontra, com grande número de desempregados, alta de preços nos alimentos, combustível e inúmeros itens essenciais para a sobrevivência, não é justo que os governos criem mais tributos. Uma dose de sensibilidade faz bem aos governos para não castigar ainda mais a população, sobretudo aquela que sonha com a casa própria.

Uma dose de sensibilidade faz bem aos governos para não castigar ainda mais a população

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