A quem culpar?

Editorial / 08/02/2018 - 01h52

O que mais se ouve da atual administração de Montes Claros é que os problemas da cidade foram herdados da gestão anterior. Mesmo 13 meses após assumir o controle das contas da cidade, mais de um quarto do mandato, essa justificativa ainda é ouvida em pronunciamentos e entrevistas do chefe do Executivo e de sua equipe. Discurso ensaiado e até certo ponto comum para quem quer desviar as cobranças. 

Eis que um levantamento feito pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais contraria totalmente qualquer tentativa de livrar os responsáveis pelo poder público municipal de críticas por problemas nesta gestão. 

A maior cidade do Norte de Minas e sexta economia do Estado não prestou contas dos recursos recebidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação em 2017. Não é que não enviou as planilhas uma, duas ou três vezes. O fundo não recebeu nenhuma das seis prestações que o município deveria ter feito a cada dois meses no ano passado. Como punição, o município não pode celebrar novos convênios para usar recursos do fundo nacional. 

Não estamos falando de falta de recursos. Eles foram enviados, caíram na conta e foram usados. O que o fundo quer saber é como foram ele gastos. Até agora, oficialmente, a Prefeitura de Montes Claros não respondeu. 

Como o próprio presidente da AMM disse, a proibição dos convênios traz prejuízos consideráveis às prefeituras. E a população da cidade merece saber por quê o município não terá esses recursos federais para projetos de educação. Aguardamos também a definição de quem é a culpa desta vez. 

Não estamos falando de falta de recursos. Eles foram enviados, caíram na conta e foram usados. O que o fundo quer saber é como foram ele gastos

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