A hora do aperto

Editorial / 07/11/2017 - 01h40

Entramos no último mês antes do pagamento do 13º salário dos servidores com a mesma queixa de prefeitos da região sobre a falta de recursos para quitar os benefícios aos servidores. Em 2006, houve uma ajuda substancial do governo federal que repassou os recursos do programa de repatriação de bens e investimentos de brasileiros no exterior. Em 2017, no entanto, não há alternativa em vista e a conta de R$ 4 bilhões vence no dia 30.

Cidades maiores, como o caso de Montes Claros, ainda conseguem contornar a situação, mais pelo porte do município (o que garante naturalmente um repasse maior) do que por habilidade de quem está à frente do Executivo. O maior problema está nas pequenas cidades, com a economia afetada de maneira muito significativa pelas crises econômica e hídrica, no caso da região Norte. 

O que fazer para não depender da boa vontade do governo federal? Prever a situação desde o início da gestão já é um bom caminho. Infelizmente, muitos prefeitos acabam cedendo às pressões de cabos eleitorais e contratam muitos funcionários comissionados, acima do que realmente a cidade precisa para funcionar. Depois, no fim do ano, é um Deus nos acuda para cumprir os encargos trabalhistas. Agora não há muito o que fazer além de pedir o socorro nas outras esferas. 

Os R$ 4 bilhões pretendidos pelos prefeitos para “salvar” o fim de ano certamente não virão na totalidade, mas é preciso que aquilo que vier seja gasto com responsabilidade e usado também para evitar que os municípios voltem a ter que passar o chapéu novamente daqui a 365 dias.

O maior problema está nas pequenas cidades, com a economia afetada de maneira muito significativa pelas crises econômica e hídrica

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