Custo dos feriados

Economia e Política / 13/02/2018 - 23h17

O estilo de vida atual requer de nós o máximo de produtividade e concentração ao extremo. Temos que aproveitar cada minuto para realizar as inúmeras tarefas diárias, ainda assim várias vezes terminamos o dia com a sensação de que o tempo foi pouco para executarmos tudo o que era necessário. Neste contexto, pausas são mais do que bem-vindas, são necessárias. 

Hoje, nesta Quarta-feira de Cinzas, tenho certeza de que vários de vocês, leitores, estão com as energias renovadas para encarar este ano cheio de desafios. Temos também quem aproveitou para curtir. Neste caso, o cansaço físico deve ter batido, mas compensado pelo prazer das experiências vividas. A questão principal do texto de hoje não é como nós aproveitamos o carnaval ou qualquer outro feriado, é o custo dessas datas para nossa economia. 

Para uma economia no início do processo de recuperação e com necessidade de aumento de produtividade, feriados são entraves. Literalmente tudo fica parado. Para termos uma base, pelos cálculos da Confederação Nacional do Comércio para cada feriado em 2017 o varejo no país deixou de lucrar R$ 1,56 bilhão, o que corresponde a uma perda mensal de 9%. E 2018 promete, o que não vão faltar são feriados. Teremos 14 nacionais (incluindo pontos facultativos, sendo que dez destes poderão ser prolongados, totalizando 16 dias de economia parada).

Com todas essas pausas, a previsão é a de que neste ano a perda no comércio atinja a casa dos R$ 22 bilhões. Aparentemente isso só afeta a vida dos empresários, mas temos que lembrar que a capacidade de geração de caixa das empresas é que provoca o aumento de contratações (retomada dos empregos) e manutenção dos postos de trabalho. Alguns setores específicos são beneficiados, como é o caso da indústria do turismo. Mas na minha visão é um benefício que não se justifica, visto que no geral o saldo deste “perde e ganha” é negativo.

Para não parecer um “caxias” que não curte uma folguinha, pesquisei a média mundial. Somos o 7º lugar no número de feriados nacionais, ao passo que no ranking de competitividade amargamos o antepenúltimo lugar. Coincidência? Creio que não.

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