Casa própria

Economia e Política / 09/05/2018 - 00h15

Nós, brasileiros, temos o sonho da casa própria, aprendemos desde pequenos que um imóvel próprio é essencial para estruturamos uma família com segurança e conforto. Este conceito já está mudando, é comum vermos pessoas bem sucedidas que não possuem imóvel, optam por morar de aluguel e aplicar o valor do imóvel no mercado financeiro. 

Para aqueles que preferem um imóvel próprio, o sonho está mais perto. Isso porque a Caixa Econômica, referência em empréstimos imobiliários reduziu as taxas de financiamento de imóveis. Devido à forte queda na taxa Selic, os bancos comerciais abaixaram suas taxas de financiamento, provocando a perda da liderança no segmento de financiamento imobiliário da Caixa Econômica. Para não perder mais mercado, a instituição também reduziu os juros.

O juro para financiamento de imóveis de até R$ 300 mil, que era de 10,25% ao ano, caiu para 9% ao ano. Parece que é uma redução muito pequena, quase insignificante. Mas quando projetamos os custos de um imóvel que vale R$ 300mil financiado 30 anos, pelo sistema SAC, temos uma redução de mais de R$ 42 mil, no montante pago.

A economia obtida na compra de um imóvel de R$ 1 milhão, no qual R$ 700 mil sejam financiados no banco com valor total do financiamento por um prazo de 35 anos, neste caso, cai de 2,19 milhões de reais para 2,05 milhões de reais.

Outro ponto importante é o percentual a ser financiado, que passa de 50% para 70% do imóvel usado. 

O momento de recuperação da confiança do consumidor já reflete na confiança das empresas ligadas à construção civil. Com perspectivas melhores para o mercado de trabalho, recuperação do poder de compra (resultado do controle de inflação) e agora condições mais favoráveis nos juros, o mercado imobiliário espera um reaquecimento. 

Claro que não será no ritmo de anos atrás, mas já é um alívio para essa indústria que tanto sofreu com a crise e que espera dias melhores.

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