Reforma da Previdência

Direto de Brasília / 28/12/2017 - 00h27

Está marcada para 19 de fevereiro a votação da Reforma da Previdência na Câmara dos Deputados. Correndo contra o tempo, o Planalto trabalha para conseguir, até 15 de janeiro, os 308 votos necessários para aprovar a proposta que muda as regras de aposentadoria. A meta é alcançar de 315 a 320 votos. As articulações estão sendo encampadas pelo presidente Michel Temer, pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, Carlos Marun, e pelo vice-líder do governo na Câmara, Beto Mansur (PRB-SP). Entre as táticas adotadas está obrigar partidos aliados, como PSD e PR, a fechar questão pela votação..

Irredutível
Nesta quarta-feira, o presidente da República, Michel Temer, disse que “o governo federal jamais desistirá de aprovar a Reforma da Previdência”. O presidente está confiante de que a proposta será votada e admitida na Câmara dos Deputados. Na cerimônia em que o governo federal liberou R$ 1,57 bilhão de recursos para investimentos em obras de saneamento no Paraná, Temer foi enfático em discurso a parlamentares paranaenses e ainda ressaltou que não desistirá da Previdência “em nome do Brasil”.
 
Temer, o reformista
Dois mil e dezoito chega mais ameno para o presidente da República, Michel Temer. Obstinado, venceu a interinidade que marcou sua trajetória em 2017 e o discurso de “golpe” difundido pela oposição petista; saiu da lona com o áudio de Joesley Batista; e agora se prepara para sedimentar seu legado como reformista, com a pauta única da Previdência. Ao que parece, o otimismo do peemedebista é tanto que ele até passou a incluir, sutilmente, em suas declarações, a possibilidade de concorrer à Presidência da República nas próximas eleições.
 
Um ano de delações
O ano de 2017 começou com a expectativa em torno da divulgação do conteúdo dos acordos de delação premiada dos executivos da empreiteira Odebrecht, que ficou conhecida como “delação do fim do mundo”. No entanto, o que seria um dos principais acontecimentos de destaque no ano do Judiciário acabou ofuscado pela morte repentina do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal e relator da Operação Lava-Jato, que mudou o rumo das investigações. A abertura de inquérito de políticos citados pelos executivos da Odebrecht foi autorizada pelo STF em abril. Mas o que seria a delação mais importante do ano acabou em segundo plano após outra delação vir à tona, ainda em maio: a do empresário Joesley Batista e de diretores do grupo J&F

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