Emancipação pela educação

Direto de Brasília / 11/07/2018 - 08h18

Em visita ao Brasil na última segunda-feira, a ativista paquistanesa Malala Yousafzai defendeu a educação a longo prazo como melhor investimento, em especial para o desenvolvimento feminino. “O empoderamento das meninas vem da educação, tem a ver com emancipação”, disse. Ela participou de evento promovido pelo Itaú Unibanco, no auditório Ibirapuera, em São Paulo. 
 
Viagem ao Brasil
Malala Yousafzai é a pessoa mais jovem a receber um Prêmio Nobel da Paz, aos 17 anos. Com 15 anos, ela foi baleada pelo Talibã por se manifestar contra a proibição da educação para mulheres. A ativista disse que um dos seus objetivos no Brasil é “achar meios para que as 1,5 milhão de meninas (fora da escola) tenham acesso à educação”. Outra razão que levou Malala a viajar para o Brasil foi a força dos ativistas locais descobertos por ela. A ativista quer promover a educação entre as comunidades menos favorecidas do Brasil, especialmente as afro-brasileiras.
 
Novo ministro do Trabalho
O presidente Michel Temer deu posse ao advogado Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello como novo ministro do Trabalho, ontem, no Palácio do Planalto. Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o desembargador aposentado foi vice-presidente Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da Terceira Região, em 2008 e 2009.
 
Competência do STJ
De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), a atribuição para julgar pedidos de habeas corpus feitos em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cabe ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A afirmação faz parte da manifestação enviada pela PGR ao STJ, endereçada à ministra Laurita Vaz, em resposta à guerra de decisões do último domingo. O desembargador plantonista do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) Rogério Favreto decidiu libertar Lula após parlamentares petistas pedirem um habeas corpus ao tribunal regional. Após idas e vindas, com participação do juiz Sergio Moro, o presidente do TRF-4, Carlos Eduardo Thompson Flores, decidiu manter Lula na prisão.
 
Lula fica
Na manifestação enviada ao STJ, a PGR pediu à ministra Laurita, que está no plantão no STJ durante o recesso, que determine à Polícia Federal “que se abstenha de executar mandados judiciais referentes à liberdade do paciente que não contenham a chancela do Superior Tribunal de Justiça”.

 

Publicidade
Publicidade
Comentários