Correndo contra o tempo

Direto de Brasília / 10/01/2018 - 06h00
O presidente da República, Michel Temer, continua na batalha por apoio à proposta de reforma da Previdência, cuja votação está marcada para o dia 19 de fevereiro, na Câmara dos Deputados. Ainda sem os 308 votos necessários para aprovar a medida, o presidente está mobiliando os aliados para evitar temas desgastantes e corre contra o tempo para solucionar todas as pendências e aliviar a pressão sobre o governo.
 
O julgamento de Lula
O julgamento do ex-presidente Lula está marcado para o próximo dia 24, e apesar de o PT garantir, em comunicado, que o líder petista irá acompanhar à distância pelo TRF-4, em Porto Alegre/RS, a verdade é que Lula ainda não decidiu se, de fato, irá à audiência. Luiz Inácio Lula da Silva é julgado em segunda instância pelo recebimento de um tríplex no Guarujá, avaliado em mais de R$ 2,7 milhões. O imóvel teria sido um “presente” da construtora OAS, uma das envolvidas na Lava-Jato. Pelo crime, qualificado como recebimento de propina, Lula já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão pelo juiz Sério Moro, em Curitiba.
 
Sem segurança
A ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), desistiu de ir ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás, na segunda-feira (8), porque as autoridades do estado não consideraram a visita segura. A ida até o complexo estava prevista na agenda da ministra e deveria ocorrer após uma reunião realizada na sede do Tribunal de Justiça de Goiás. Depois disso, a magistrada retornou a Brasília, sem falar com a imprensa.
 
Vulnerável
As condições de atendimento disponibilizadas para o deputado Paulo Maluf (PP-SP), preso no Complexo da Papuda desde o dia 20 de dezembro, vêm sendo questionadas pela Justiça. Nesta segunda-feira, o juiz Bruno Aielo Macacari, da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal concedeu mais 24 horas para o presídio responder a perguntas formuladas pela defesa do parlamentar sobre o assunto, em dezembro. Após respostas, juiz considerou que algumas questões não foram ‘satisfatoriamente’ esclarecidas. 
 
Febre amarela
Nos últimos três meses, o Distrito Federal registrou duas mortes por febre amarela. A primeira ocorreu em novembro de 2017, quando um psicólogo de 43 anos morreu por complicações decorrentes da doença. A segunda foi um morador do Sudoeste, de 58 anos, que contraiu a doença no próprio DF. Entre dezembro de 2016 e 1º de agosto de 2017, o Ministério da Saúde registrou 777 ocorrências da doença e 261 mortes. Em Minas, houve dois casos de morte pela doença. 
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