Novela Patriótica

Coluna Esplanada / 30/12/2017 - 00h05

Novo capítulo da novela do presidenciável Jair Bolsonaro com o Patriota, comandado por Adilson Barroso. Por causa de impasse no diretório do partido em Minas Gerais, Bolsonaro bateu pé e começou a negociar filiação ao PR, através de diálogo com o senador Magno Malta (PR-ES). Barroso não quer mudar o comando do diretório em Minas a pedido de Bolsonaro. Caso Bolsonaro emplaque nome seu em Minas, ele se filia. Caso contrário, o PR espera fechar com o ex-militar para lançá-lo ao Planalto. O PR é controlado por Valdemar da Costa Neto, condenado no Mensalão.

QGs
Um detalhe: o Patriota cedeu a Bolsonaro o comando dos outros 26 diretórios no País. A situação travou apenas por Minas. E o deputado não recua na nomeação, nem cede. 
 
Demissão 
O Ministério da Justiça demitiu há dois dias um policial federal. Caso raro para servidor da carreira. Alegou improbidade administrativa. 
 
Leitura do milhão
O Governo de Pernambuco gastou R$ 20 milhões com assinatura de três jornais para professores. Alega que eles chegam, todo dia, a 185 cidades e até Fernando de Noronha.
 
Em campanha 
Manoel Dias, ex-ministro do Trabalho, será candidato a deputado federal por Santa Catarina pelo PDT. Ex-secretário de Ciência & Tecnologia do Governo Garotinho, o professor Fernando Peregrino quer disputar o Senado pelo PDT do Rio de Janeiro. Ambos se reúnem com Carlos Lupi e Ciro Gomes dia 8 para debater o projeto. 
 
Olha eu!
Esquecido na gestão do Espírito Santo, o governador Paulo Hartung tenta se emplacar, em vão, como vice de algum candidato ao Planalto. Antes do escândalo era citado para vice de Aécio Neves. Agora, ‘paquera’ Joaquim Barbosa.
 
Fake news
Circula nas redes sociais informe de que o cantor transexual Pabllo Vittar foi brindado com repasses de R$ 5 milhões para turnê pelo Ministério da Cultura. Pura mentira.
 
Termômetro carioca
Pela primeira vez as pesquisas qualitativas encomendadas por partidos, no Rio, indicam combate à corrupção em primeiro lugar nas demandas populares, seguido de Segurança.
 
Mudou o repertório 
O ex-senador e atual vereador paulistano Eduardo Suplicy (PT) mudou o repertório. Deixou de lado Bob Dylan e cantou Asa Branca, de Luiz Gonzaga, no final do Almoço Do Natal Solidário, do Movimento Nacional de População de Rua.
 
Insepultos 
Não se falou mais dos 66 argentinos do submarino que explodiu no mar do Sul, naquela banheira secular na qual a Marinha portenha os obrigava a navegar.  
 
Ponto Final
Ex-motorista de ônibus e condutor de metrô, o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, agora pode perguntar: “A que ponto chegamos?”

Publicidade
Publicidade
Comentários