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Coluna Esplanada / 26/05/2018 - 06h31

Petrobras, Shell e Ipiranga dominam mais de 70% de distribuição dos combustíveis no Brasil. Cedendo ao lobby das três grandes, a Agência Nacional de Petróleo tem culpa na praça. Artigo 11 da portaria 116 da ANP vetou a comercialização de produtos de diferentes varejistas nas bombas. Até 1998, os postos podiam comprar de várias distribuidoras, a que fizesse melhor preço. Agora, o poderoso trio controla o mercado e o preço. Aos holofotes, as empresas silenciam sobre o assunto. 

Poder da bomba
Em 2017 a Shell, Ipiranga e Petrobras venderam quase 100 bilhões de litros de combustíveis em seus 25 mil postos no País. 
 
Tudo em casa
O negócio é tão lucrativo que as empresas se confundem. A Ipiranga é propriedade do consórcio Petrobras, Ultra e Braskem – a petroquímica dos Odebrecht.
 
Do seu bolso
Só a Petrobras, Shell e Ipiranga faturaram ano passado perto de R$ 172 bilhões com venda de combustíveis. O lucro líquido das três juntas ultrapassou R$ 7,4 bilhões. 
 
Segredo do cartão
O tempo promete ficar carregado na CPI dos Cartões de Crédito. Sem resposta concreta até agora para a cobrança abusiva de juros por parte das operadoras, o presidente da comissão, senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO), vai pedir a quebra de sigilo bancário e telefônico dos principais representantes do setor. 
 
Brasil-Paraguai
A interface do governo brasileiro com o do Paraguai é tamanho que o presidente eleito paraguaio, Mario Abdo, o Marito, nem tomou posse e já teve agenda oficial com o chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Planalto, general Sérgio Etchegoyen. O xerife do governo federal ajudou o atual presidente, Horacio Cartes, a criar o serviço secreto do país hermano.

Choro de Azeredo
Tucanos próximos de Eduardo Azeredo insistiram para que trocasse de advogado no seu processo, mas o ex-governador só o fez às portas do camburão. Azeredo se sente injustiçado. Talvez porque só ele foi condenado num esquema em que não agiu sozinho.
 
Procura-se
Senhor Walfrido dos Mares Guia, coordenador da campanha de reeleição de Azeredo em 1998 em Minas, ele precisa do seu apoio moral. Cadê você? 
 
Escolha de Meirelles
Vídeo de 3 minutos em que mostra um lado mais humano e menos técnico de Henrique Meirelles, que circula nas redes, marca a estreia do marqueteiro escolhido a dedo pelo candidato. Trata-se de Chico Mendez, que trabalhou para Henrique Caprilez na Venezuela e elegeu Pimentel em Minas. 
 
Termômetro
Semanas antes do anúncio oficial da pré-candidatura de Henrique Meirelles, o presidente Michel Temer e a cúpula do MDB consultaram representantes dos bancos e da indústria para sondar a aceitação ao nome do ex-ministro.
 
Surpresa
Emedebistas ficaram surpresos ao descobrir que alguns empresários citaram Nelson Jobim como opção ao Planalto. A pesquisa animou o partido a sondar Jobim para assumir a coordenação da campanha de Meirelles. Resta saber se ele abrirá mão do pró-labore como sócio do BTG Pactual.

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