Cofre aberto

Coluna Esplanada / 07/02/2018 - 05h53

A mais recente aferição do Palácio do Planalto apontou que os votos favoráveis à reforma da Previdência estancaram no patamar de 250 a 260 – bem distante dos 308 necessários para aprovar a PEC no plenário da Câmara Federal. Além do desbloqueio de emendas parlamentares, o vale-tudo para conquistar os ‘indecisos’ inclui a liberação de recursos dos ministérios das Cidades, Integração, Saúde e Desenvolvimento Agrário.

Assalto 
A avaliação nas hostes e gabinetes do Palácio é a de que nunca um Congresso Nacional foi tão ‘fominha’. As demandas condicionantes ao voto de apoio não param.
 
De perto
Roberto Freire, ministro da Cultura por alguns meses, lançará até julho o livro ‘Governo de Transição’, com bastidores do impeachment de Dilma Rousseff e do atual Governo.
 
Caiu a ficha
“Se eu não puxo palma ninguém aplaude”, desabafou o presidente Michel Temer, reclamando da plateia no lançamento do Documento de Identidade Nacional.
 
É guerra
Duas propostas em análise no Senado vão acirrar os ânimos entre o Congresso e o Judiciário. O primeiro, em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça,  extingue o auxílio-moradia. O outro, já pronto para votação em plenário, acaba com a cela especial em caso de prisão de magistrados.
 
Sem cantinho
A proposta, de autoria do ex-senador Marcelo Crivella, prevê a revogação de normas da Lei Estatutária do Ministério Público e da Lei Orgânica da Magistratura que asseguram aos juízes e procuradores o direito de ficarem em ala separada no presídio onde estejam cumprindo pena definitiva.

PSDB x Lula
É nítida uma torcida da oposição pela prisão do ex-presidente Lula da Silva. O deputado Carlos Sampaio (SP), vice-presidente Jurídico do PSDB, aposta que Lula “deverá ser preso em no máximo dois meses”, ao rechaçar a hipótese de o STF rever a prisão após condenação em segunda instância: “Espero que não aconteça”.
 
Conexão Roma
Antônio Neto, presidente da CSB e do Sindpd, e Carlos Lupi, que preside o PDT, darão apoio à candidatura do advogado Luis Melossi, ítalo-brasileiro de Curitiba, às eleições para o Parlamento italiano, que começarão logo após o Carnaval.
 
Governo papão 
O payout – proporção de arrecadação de loteria e pagamento do prêmio – no Brasil é o mais baixo do mundo; o Governo abocanha grande parte, citou a Coluna na Mega da Virada – foram R$ 600 milhões para o Tesouro e R$ 280 milhões aos ganhadores. Um dos maiores especialistas no País em loterias e jogos, o professor Magnho José, do Instituto Jogo Legal, lembra que os EUA têm tradição em pagar bem, ao contrário do Brasil. O payout médio lá (convertido em prêmio) é de 61,7% do arrecadado. Isso explica os valores de até US$ 900 milhões em apenas um sorteio...
 
Onde?
Dois dias antes do lançamento da pré-candidatura de Lula, marcado para amanhã, o PT ainda não havia definido o local do ato em Belo Horizonte. “O evento deve ocorrer no Expominas”, dizia o convite enviado aos filiados.

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